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Mais 140 soldados da ONU vão para Gonaives | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cerca de 140 soldados uruguaios da força de paz das Nações Unidas (ONU) no Haiti, liderada pelo Brasil, foram deslocados nesta segunda-feira para a cidade de Gonaives, a mais afetada pelas enchentes provocadas pela passagem da tempestade tropical Jeanne. "Isso vai facilitar na segurança dos postos de distribuição (de alimentos), que é um dos pontos críticos da nossa atividade lá", disse o comandante da força de paz da ONU no país, o general brasileiro Augusto Heleno Ribeiro. Os soldados vão se unir a um contingente de 600 militares já presentes em Gonaives, a terceira maior cidade do país. A área é onde se concentram os soldados argentinos. As autoridades estimam que 2 mil pessoas tenham morrido no Haiti em conseqüência da tempestade tropical Jeanne. Brasileiros Cerca de 40 soldados brasileiros estão na cidade desde o domingo passado para apoiar os argentinos. "Duas das três companhias argentinas tiveram seus alojamentos varridos pelas águas", disse o general Heleno Ribeiro. Segundo ele, os brasileiros também foram para a cidade para "colaborar na segurança dos postos de distribuição de alimentos e nos locais que estão sendo usados como hospitais e enfermarias". "Além disso, a brigada brasileira tem sido responsável pelo embarque e pela escolta dos comboios de Porto Príncipe (a capital) a Gonaives. A distância é relativamente pequena, de cerca de 140 km, mas eles levam nessa viagem às vezes 12 ou 13 horas porque a estrada está em muito más condições", disse o comandante da força de paz da ONU no Haiti. Segundo ele, é necessária a escolta não só para impedir que um comboio encalhe e bloqueie uma via já em condições precárias, mas também para garantir que os mantimentos e água cheguem ao destino. Desespero Nesta semana houve tumulto em dois postos de distribuição de alimentos. A população está desesperada – muitos não comem há vários dias –, mas o general brasileiro disse que foram identificados agitadores entre a multidão, e eles serão tratados com rigor. "Já estamos prevenidos. Já temos um esquema mais de prevenção para esse tipo de atitude e também dei ordem para, num trabalho estreito com polícia civil internacional, que líderes desse tipo de agitação sejam imediatamente detidos e transportados aqui para Porto Príncipe para tirá-los da área de atuação nossa." "Sem querer caracterizar repressão, porque é uma população sofrida, que está com fome, que está com sede, a idéia é desencorajar esse pessoal que se aproveita de uma situação extrema para agitar", afirmou o general. "Pelo que se sabe eles teriam interesse em roubar alimentos para vendê-los mais tarde", concluiu ele. O general brasileiro disse que alertou seu Estado Maior e seus contingentes que a missão de apoio à ajuda humanitária em Gonaives vai durar vários meses. "A cidade foi praticamente destruída. Ela já não tinha estrutura governamental boa, e agora ficou completamente desestruturada", disse. É lógico que o governo do Haiti já mandou gente para lá, está procurando se reestruturar, está buscando reorganizar a sua ação na cidade de Gonaives, mas ainda falta a reconstrução urgente do hospital, limpeza da cidade e reconstrução do acampamento do contingente argentino para que ele possa atuar corretamente nas suas ações normais de segurança da área.” |
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