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Atualizado às: 01 de outubro, 2004 - 18h33 GMT (15h33 Brasília)
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Militar brasileiro pede por mais polícia no Haiti

Haiti
Simpatizantes de Aristide tomaram conta das ruas de Porto Príncipe
A falta de estrutura da polícia do Haiti e o número aquém do esperado de policiais civis da ONU (Organização das Nações Unidas) vem agravando a violência no Haiti, segundo o comandante Carlos Chagas, da missão brasileira no país.

Chagas, que está em Porto Prínicipe, afirmou que a polícia haitiana necessita de uma reforma estrutural profunda e que a sua eficiência está próxima de zero.

Segundo Carlos Chagas, uma presença maior de policiais da ONU já está prevista para o Haiti. "No entanto, dos 1.622 autorizados pela organização, vieram apenas 580. Isso agrava a violência e atrasa uma reestruturação do país", disse.

O militar brasileiro disse que a ONU já pediu aos países um maior envio de policiais civis, mas que o mecanismo é lento devido a problemas de transporte e ao fato de que muitos policiais vem de países distantes como os da Ásia. "Mas esperamos chegar perto do número ideal até o início de novembro", disse.

Investigação

Para o comandante Carlos Chagas, a presença de policiais civis bem treinados é fundamental para controlar os focos de violência no Haiti e também investigar quem está por trás das insurgências.

"É um trabalho muito mais policial do que militar. Um braço civil da ONU aqui no Haiti é o responsável por isso. Aguardamos a chegada de um novo responsável pelo comissariado da polícia civil, que vem da Tunísia, para os próximos dias", acrescentou.

Para o comandante brasileiro, a ONU tem três papéis na reestruturação da polícia haitiana.

O primeiro consiste na organização dos departamentos e das delegacias policiais. O segundo na instrução dos policiais, através da criação de escolas de formação. O terceiro na criação das chamadas Unidades de Polícia Prontas, com 125 policiais cada uma, prontos para intervir em situação de crise.

"Uma espécie de batalhão de choque", afimou Chagas.

Gangues

O comandante disse que a situação no Haiti está mais tranqüila nesta sexta-feira e que a missão brasileira tem se empenhado em manter todas as regiões do país vigiadas, mesmo ainda sem o número completo de militares.

Dos 6,7 mil soldados definidos como necessários à manutenção da paz no Haiti, há hoje no país 3.092. "Estamos esperando, entre outubro e novembro, a chegada de mais gente, o que é fundamental para o prosseguimento do nosso trabalho", afirmou Chagas.

O comandante disse ainda que é muito difícil saber quem está por trás das recentes insurgências em Porto Príncipe.

"Aqui, as coisas se misturam bastante. Há os partidários do Jean-Bertrand Aristide (ex-presidente do Haiti) e gangues que foram armadas por ele, mas que tem uma motivação muito mais criminosa do que política, querendo se aproveitar da desordem para lucrar", afirmou o comandante.

Carlos Chagas afirmou que a maior parte dos confrontos de quinta-feira ocorreram fora das passeatas pró-Aristide, em locais mais remotos liderados por gangues.

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