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Atualizado às: 03 de outubro, 2004 - 06h37 GMT (03h37 Brasília)
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Polícia do Haiti prende políticos aliados de Aristide
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Os três políticos haitianos negam envolvimento nos confrontos
A polícia do Haiti prendeu neste domingo três políticos, incluindo o presidente do Senado, acusados de envolvimento em violentos protestos de apoio ao ex-presidente Jean-Bertrand Aristide.

Os políticos negam qualquer conexão com os protestos que deixaram mais de 10 pessoas mortas, incluindo três policiais cujos corpos foram encontrados degolados em Porto Príncipe na sexta-feira.

Os três homens que, segundo a polícia haitiana, fazem parte do partido Lavalas de Aristide, foram capturados e algemados depois que a polícia do Haiti cercou uma estação de rádio independente por mais de seis horas.

Um dos políticos, o presidente do Senado Yvon Fuille, declarou que a Constituição do país estava sendo violada com a sua prisão, já que ele tinha imunidade.

"Operação Bagdá"

Um ativista de direitos humanos, Jean-Claude Bajeaux, disse que os simpatizantes de Aristide iniciaram uma operação chamada por eles de Bagdá, com o objetivo de levar o presidente de volta ao poder.

"A decapitação dos policiais foi copiada de crimes ocorridos no Iraque", disse.

No sábado, as forças de paz da ONU no Haiti continuavam batalhando para controlar os protestos de haitianos que apóiam o presidente deposto.

O comércio fechou as portas na capital, Porto Príncipe, depois que os partidários de Aristide bloquearam as ruas e destruíram carros.

O primeiro-ministro interino, Gerard Latortue, disse que a polícia local havia matado vários deles, mas não deu mais detalhes.

Violência

A violência explodiu na cidade na última quinta-feira, com partidários de Aristide tomando as ruas e exigindo que ele voltasse do exílio, na África do Sul, para retomar o governo do país.

Aristide deixou o país no dia 29 de fevereiro, em meio a uma rebelião sangrenta. Ele diz ter sido sequestrado por agentes americanos, mas o governo americano diz que ele deixou o país espontaneamente.

Furacão

Além da violência, o país está sofrendo as consequências das tempestades que atingiram a ilha nas últimas semanas.

A ONU disse que são necessários US$ 60 milhões para atender às vítimas, e que a falta de segurança está dificultando os trabalhos de ajuda aos desabrigados.

O furacão Jeanne, que atingiu o país na semana passada, matou mais de 1.500 pessoas e deixou 200 mil sem casa.

A missão da ONU diz que precisa pelo menos mais 1 mil homens para ajudar a proteger os comboios de alimentos em direção a Gonaives, onde estão a maioria das vítimas.

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