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EUA culpam 'bandidos pró-Aristide' por mortes no Haiti | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os Estados Unidos acusaram nesta terça-feira simpatizantes do ex-presidente haitiano Jean-Bertrand Aristide de organizar uma campanha de violência com o objetivo de desestabilizar o Haiti. O porta-voz do Departamento de Estado, Richard Boucher, disse que “bandidos pró-Aristide assassinaram policiais, saquearam estabelecimentos comerciais e instalações públicas e aterrorizaram civis”. No total, pelo menos 46 pessoas já morreram na atual onda de violência no Haiti, iniciada em setembro. A maior parte das vítimas morreu nas favelas da capital, Porto Príncipe, onde grupos de simpatizantes de Aristide ainda têm força. De acordo com a agência de notícias Associated Press, que colheu informações de hospitais, 17 pessoas com ferimentos de bala teriam morrido apenas nesta segunda-feira. Investigação Boucher pediu ao ex-presidente Aristide, que vive exilado na África do Sul, que faça um apelo para que seus simpatizantes abandonem a violência. O porta-voz disse que uma “campanha sistemática” de violência está sendo realizada para “desestabilizar o governo interino e prejudicar os esforços da comunidade internacional para ajudar o povo haitiano”. Um partido de oposição na África do Sul pediu que seja aberta uma investigação sobre as alegações de que Aristide estaria financiando as atividades de seus simpatizantes a partir do exílio. No fim de semana, um soldado brasileiro, integrante da Força de Estabilização da ONU que está no país, foi ferido. A violência praticamente paralisou partes de Porto Príncipe e está aumentando a pressão sobre a força da ONU, que também trabalhou na assistência às vítimas da tempestade tropical Jeanne, no noroeste do país. Em visita ao Haiti, o ministro do Exterior da Argentina, Rafael Bielsa, minimizou a violência no país – que deixou um soldado argentino da força de paz da ONU ferido, além do brasileiro. Bielsa disse que os ataques contra os soldados são parte dos riscos enfrentados pela força das Nações Unidas. |
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