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Bolívia aprova julgamento de Sánchez de Lozada | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Congresso da Bolívia aprovou por maioria esmagadora, depois de 12 horas de debate, o julgamento do ex-presidente Gonzalo Sánchez de Lozada pela morte de até 80 pessoas em outubro do ano passado. A proposta prevê que 15 outros membros de seu governo também sejam julgados. As mortes ocorreram quando protestos contra planos do governo de exportar gás natural acabaram em violência. Sánchez de Lozada, de 74 anos, está nos Estados Unidos, para onde fugiu depois de renunciar ao cargo. Até membros do partido do ex-presidente votaram a favor da moção. Dos 140 congressistas, 126 apoiaram a proposta de julgamento. Comparecimento Se o caso for adiante, Gonzalo Sánchez de Lozada será o primeiro presidente eleito democraticamente na Bolívia a ter que comparecer diante da Justiça. O ex-presidente foi um grande partidário de reformas de livre mercado. Mas muitos bolivianos ficaram irritados com planos de exportar gás natural para o Chile, um inimigo tradicional do país. Descontentamento com a economia do país também contribuiu para a realização de protestos no final do ano passado que duraram mais de um mês. Dezenas de pessoas morreram em choques entre as forças de segurança e os manifestantes. Partidos de oposição e sindicatos acusaram o presidente de autorizar o uso excessivo de força e a realização de uma campanha de repressão contra seus rivais políticos. Gonzalo Sánchez de Lozada nega as acusações. |
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