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Referendo deve autorizar exportação de gás boliviano | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Resultados parciais do referendo realizado na Bolívia, neste domingo, indicam que o presidente Carlos Mesa deve ser autorizado pelo voto popular a continuar exportando o gás natural boliviano. Com mais de 30% dos votos apurados, 75% dos votantes dão apoio às posições defendidas pelo presidente, que incluem impostos mais altos para empresas estrangeiras e autoriza grandes volumes de exportações do gás boliviano. "Cinco perguntas foram feitas, e a todas a respostas foram ‘sim’", disse o presidente, referindo-se às cinco questões sobre o gás feitas na consulta popular. O referendo está sendo visto como um voto de confiança ao governo de Mesa. Parte da atual crise se deve ao fato de a população indígena e os sindicatos de trabalhadores quererem que o gás boliviano seja nacionalizado - opção que não foi abordada no plebiscito. Protesto No sábado, manifestantes queimaram pneus em El Alto, uma cidade de 800 mil habitantes que fica próxima da capital La Paz. Cerca de 200 pessoas foram às ruas durante o protesto, que foi chamado por Mesa como um ato "de grupos radicais minúsculos". Mas apesar das manifestações no fim de semana, uma correspondente da BBC na Bolívia informou que a votação foi, em geral, tranquila. El Alto foi palco de protestos violentos em outubro passado contra a exportação de gás para os Estados Unidos e para o México. O saldo de 80 mortes levou à renúncia do então presidente Gonzalo Sánchez de Lozada. O descontentamento popular que acabou com o governo de Sánchez de Lozada foi iniciado por causa do projeto de exportar gás através do Chile, país para o qual a Bolívia perdeu seu acesso ao mar, após a derrota na guerra de 1879-84. A Bolívia é o país mais pobre da América do Sul - 55% dos 8,7 milhões de bolivianos são indígenas. |
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