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Explosão no Parlamento boliviano mata três | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um mineiro aposentado se suicidou nesta terça-feira dentro do Parlamento da Bolívia, em La Paz, detonando bananas de dinamite que trazia presas a seu corpo. Além dele, outras duas pessoas morreram e dez outras ficaram feridas no atentado. O ex-mineiro, de 47 anos, havia sido detido por seguranças e estava negociando com eles quando detonou os explosivos. Antes de morrer, o homem disse que queria que o Congresso devolvesse a ele e seus familiares as contribuições feitas ao sistema de previdência pública do país, e afirmou que estava disposto a se matar se não tivesse seu pedido atendido. Mesa De acordo com o correspondente da BBC Luis Crespo, as negociações demoraram três horas até que o ex-mineiro detonasse os explosivos, mas parte da dinamite resistiu e teve que ser detonada depois pela Polícia na rua, do lado de fora do Parlamento. O presidente boliviano Carlos Mesa convocou uma coletiva para assegurar que a ação suicida “não teve nenhuma conotação política”, se tratando de um ato “completamente isolado”. Mesa, acompanhado dos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, pediu tranqüilidade aos dirigentes sindicais e líderes da sociedade civil – garantindo que haverá transparência nas investigações sobre a ação do suicida. Crespo disse que, em várias ocasiões nos meses passados, sindicalistas radicais ameaçaram tomar o Parlamento, acusando os políticos bolivianos de não levar em conta as necessidades da população. |
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