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Líder dos produtores de coca da Bolívia quer aliança com PT
O deputado e líder dos produtores de coca da Bolívia, Evo Morales, defenderá hoje, durante reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a possibilidade de colocar em prática uma aliança estratégica entre o PT e seu partido, o Movimento ao Socialismo (MAS). “Com a experiência que Lula tem, acreditamos que possa ajudar no fortalecimento político do MAS, por meio de um acordo ou uma aliança”, disse o representante indígena à BBC Brasil. Morales também quer conhecer em detalhes a posição do governo brasileiro sobre o ingresso na Área de Livre Comércio das Américas (Alca) e em relação às negociações no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC). “Lula foi um importante dirigente sindical e, agora, no governo do Brasil, é um grande líder para todos nós na América Latina”, assinalou. “Acreditamos que ele possa ajudar muito a todos os nossos povos.” Críticas Um dos principais líderes das manifestações populares ocorridas no mês passado, que culminaram com a renúncia do ex-presidente Gonzalo Sánchez de Lozada, Morales é hoje grande crítico do atual governo do presidente Carlos Mesa. “Não ocorreu nenhuma mudança. Mesa é um empresário neo-liberal e assim pretende governar”, afirmou. “O presidente já disse que não mudará o modelo econômico e seguirá com a mesma política de Sánchez de Lozada de erradicar todas as plantações de coca na Bolívia. Para nós, isto é muito preocupante.” Na avaliação de Morales, o Brasil é uma referência para a Bolívia, tanto através da política do PT, como pela organização dos movimentos sociais. De acordo com ele, o MST, por exemplo, é considerado também um grande aliado. O principal líder indígena boliviano esteve reunido nesta sexta-feira com o secretário geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, que participa como convidado especial da 13ª Cúpula Ibero-americana de Chefes de Estado e de Governo, em Santa Cruz de la Sierra. “Liderança construtiva” Na ocasião, ele disse estar certo de que os indígenas chegarão ao poder na Bolívia, tendo ele como presidente. Morales também aproveitou o encontro para se queixar das confrontações que, segundo Morales, foram estimuladas pela Embaixada dos Estados Unidos no país. Morales disse que os americanos estimulam este tipo de ação para justificar uma mudança de governo pelo uso da força. Annan, por outro lado, sugeriu a Morales mostrar uma liderança construtiva na Bolívia, sempre levando em consideração o espírito da manutenção da democracia. O secretário da ONU fez um apelo para que todos os atores sociais, políticos e econômicos do país abracem plenamente o processo democrático e assumam a responsabilidade de garantir seu êxito sem ter de recorrer à violência. Ainda hoje, Annan se reúne com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, com o presidente do Banco Mundial, Enrique Iglesias, e com o presidente argentino, Néstor Kirchner. |
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