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Afeganistão começa a contar votos da eleição presidencial | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A contagem dos votos nas eleições presidenciais do Afeganistão, realizadas no sábado, finalmente começou nesta quinta-feira. Um plano dos candidatos de oposição para promover um boicote ao pleito fracassou. Todos os principais concorrentes do presidente Hamid Karzai, porém, agora apóiam a atuação de uma comissão da ONU que investiga supostas irregularidades. As urnas de ao menos dez postos de votação em que houve reclamações de fraude foram isoladas para verificação. Espera-se uma vitória de Karzai por grande margem de votos, na primeira eleição direta para presidente do país. Oito centro nacionais de apuração receberam ordens para começar a contagem na manhã desta quinta-feira, dia em que parte dos resultados já será divulgada. O resultado final, porém, ainda deve levar semanas para ser conhecido. Irregularidades O grupo formado por três integrantes da ONU e membros do órgão afegão responsável pelas eleições para checar as irregularidades vai avaliar 43 reclamações formais apresentadas pelos 18 candidatos. O principal problema verificado foi o fato de que a tinta utilizada para marcar as mãos dos eleitores, o que garantiria apenas um voto por pessoa, podia ser facilmente removida da pele. Andrew North, correspondente da BBC em Kabul, afirma haver provas de que muitas pessoas votaram mais de uma vez. Segundo ele, há também polêmica no país sobre o fato de não haver nenhum afegão entre os representantes da ONU que investigam as denúncias de fraude. O comandante das forças dos Estados Unidos no país, general David Barno, disse que as eleições são "o fim de mais de duas décadas em que reinavam as armas". Tropas americanas atacaram o país para derrubar o regime do Talebã, em reação aos atentados de 11 de setembro em Nova York e Washington. Os correspondentes da BBC nos Estados Unidos dizem que o presidente George W. Bush tenta usar o exemplo afegão como uma prova de sucesso em política externa antes das eleições americanas em novembro. |
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