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Rival de Karzai desiste de boicote à eleição afegã | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um grande rival político do presidente interino do Afeganistão, Hamid Karzai, abandonou um boicote às eleições do sábado passado. O general Abdul Rashid Dostum, um comandante de milícia, disse agora que vai apoiar uma investigação da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre queixas relativas à votação. O general Dostum foi um dos 15 candidatos a proporem o boicote. A iniciativa ofuscou o que está sendo visto, de maneira geral, como o grande sucesso que foram as primeiras eleições realizadas no Afeganistão. O último desafiante Os candidatos propuseram o boicote depois que surgiram problemas com a tinta indelével que tinha o objetivo de impedir fraude. Mas a iniciativa não se sustentou no domingo. O momento-chave ocorreu quando Yunus Qanuni, o rival mais importante do presidente Karzai, recuou, dizendo que queria uma investigação da ONU sobre suas preocupações com a eleição. As autoridades esperam que a apuração dos votos comece nesta quarta-feira. O general Dostum, da etina uzbeque e veterano de muitas guerras no país, é o último grande desafiante de Karzai a mudar de posição. Mas seu porta-voz diz que ainda vai apresentar queixa sobre a forma como o pleito de sábado foi conduzido, apesar de perder o prazo para a apresentação de reclamações. Desde as eleições de sábado, candidatos como o general Dostum estiveram sob intensa pressão para abandonar o boicote. As negociações envolveram diplomatas ocidentais, assim como personalidades afegãs. Mas muitos acreditam que outro fator para a mudança de posição dos rivais de Karzai é a irritação generalizada dos afegãos no que viram como a obstução de alguns candidatos ao processo popular para ganhos políticos no curto-prazo. |
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