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Blair se diz enojado com morte de refém no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, se disse enojado com o assassinato do refém britânico Kenneth Bigley e afirmou acreditar que os responsáveis por ações deste tipo não podem prevalecer no Iraque ou em qualquer outro lugar. O ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Jack Straw, revelou que o governo britânico trocou mensagens há quatro dias com os rebeldes que seqüestraram Bigley através de um intermediário. Straw afirmou, no entanto, que os seqüestradores não mudaram a exigência de ver libertadas todas as mulheres detidas em prisões iraquianas, mesmo sabendo que a Grã-Bretanha não tinha nenhuma prisioneira sob sua custódia. Em um comunicado à imprensa transmitido pela televisão, Philip Bigley, irmão de Kenneth, disse que a família acredita que o governo britânico fez tudo o que podia para salvar o refém, seqüestrado no dia 16 de setembro. Vídeo Um vídeo divulgado pelos militantes mostrou Bigley lendo uma declaração antes de ser morto, de acordo com pessoas que viram a gravação. O vídeo mostrava seis homens armados encapuzados atrás de Bigley, que estava de joelhos, de acordo com jornalistas da agência de notícias Reuters que viram as imagens. Um dos seis homens armados falou em árabe por um minuto. Ele disse que o grupo adotou "a sentença de execução contra" o refém porque o governo britânico "não atendeu às exigências" de libertar mulheres iraquianas detidas pelo comando liderado pelos Estados Unidos no Iraque. Depois, o homem encapuzado tirou um facão do cinto e cortou a cabeça de Bigley enquanto três outros militantes o seguravam. Em seguida, o assassino levantou a cabeça cortada. 'Prova' "Nós podemos confirmar que a família agora recebeu prova absoluta de que Kenneth Bigley foi executado por seus seqüestradores", afirmou Philip. Bigley, de 62 anos, foi seqüestrado pelo grupo Tawhid e Jihad, liderado pelo jordaniano Abu Musab Al-Zarqawi, juntamente com dois americanos que foram assassinados depois. De acordo com a emissora árabe de televisão por satélite Al-Arabiya, Bigley foi morto na quinta-feira na cidade de Latifiyah, ao sul de Bagdá, onde forças americanas e iraquianas lançaram uma grande ofensiva contra militantes rebeldes. Cerca de 30 reféns estrangeiros foram assassinados no Iraque nos últimos meses e outros 30, além de centenas de iraquianos, ainda são mantidos reféns. |
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