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UE endurece condições para entrada de novos países | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Comissão Européia sugeriu que pode suspender as negociações para a inclusão de países candidatos se eles não cumprirem os critérios da União Européia (UE). As novas condições vão figurar em um documento estratégico da UE, ao mesmo tempo em que a comissão se prepara para recomendar o início do processo de inclusão da Turquia. Os relatórios sobre Turquia, Bulgária e Romênia devem ser publicados na quarta-feira. Qualquer retrocesso na questão dos direitos humanos ou democracia poderia atrasar as negociações, embora membros da comissão adiantaram que o relatório deve ser favorável à Turquia. Mudanças O responsável por monitorar as negociações com a Turquia, Olli Rehn, também deixou claro que vai pedir por um mecanismo que impeça que grandes quantidades de trabalhadores turcos migrem para outros países do bloco. Ao mesmo tempo em que deve apoiar os esforços turcos, a UE vai modificar a maneira com que lida com possíveis novos membros. As negociações devem se tornar mais longas e duras, a começar pela Croácia, no ano que vem. As negociações não vão mais ser concluídas apenas com promessas de reformas. Datas para a implementação de metas devem ser marcadas e, pela primeira vez, a UE vai introduzir uma cláusula que prevê a suspensão das negociações no caso de persistentes violações dos princípios de liberdade, democracia, respeito aos direitos humanos e liberdades fundamentais. Rehn disse que a entrada da Turquia na UE divide a opinião pública do continente e esse assunto não pode ser menosprezado. Ele deve assumir a comissão para o enlargamento da União Europeia no dia 1º de novembro. Rehn disse que vai insistir em uma cláusula de segurança permanente para a Turquia. Ela permitiria que a UE feche suas portas para grandes quantidades de trabalhadores migrantes no futuro e não apenas por sete anos como no caso da Polônia e outros países do Leste Europeu que ingressaram no bloco em maio. Esse tipo de restrição nunca aconteceu antes e pode aumentar as suspeitas da Turquia de que o país está sendo tratado de forma diferente do que outros candidatos. |
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