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União Européia tenta superar impasse sobre presidente | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Líderes da União Européia (UE) vão se encontrar pelo segundo dia para tentar chegar a um acordo sobre quem será o novo presidente da Comissão Européia (braço executivo do bloco). A França e a Alemanha apóiam a indicação do primeiro-ministro belga, Guy Verhofstadt, mas a Grã-Bretanha se opõe, pois acha que ele tentaria fazer da UE uma entidade mais federalista. Negociações na noite de quinta-feira para superar o impasse fracassaram, e o premiê irlandês, Bertie Ahern, disse que os chefes de Estados devem ter "um longo dia...de novo". A adoção pela primeira vez de uma Constituição da UE é outro ponto-chave das discussões em Bruxelas. Em maio, 10 novos países tornaram-se membros do bloco, e a Constituição serviria para estabelecer melhores regras de convívio na Europa expandida. Futuro da UE O correspondente da BBC em Bruxelas Chris Morris diz que o cargo de presidente da Comissão é importante, já que essa pessoa terá de articular uma visão sobre o futuro da Europa. Segundo Morris, o problema é que há muitas visões distintas sobre como a União Européia deve funcionar, e isso tem dificultado a tarefa de encontrar o candidato certo. Um candidato surpresa para o cargo surgiu na última hora: o britânico Chris Patten, atual comissário europeu para as Relações Exteriores. Seu nome foi apresentado por um bloco conservador do Parlamento europeu, conhecido como Partido do Povo Europeu. Mas a França, um dos vários Estados contrários à candidatura de Patten, prefere Verhofstadt. Chirac declarou que não acha uma boa idéia o apoio a um candidato "de um país que não toma parte em todas as políticas européias". O comentário parecia ser uma referência velada à Grã-Bretanha, que ainda não adotou a moeda comum européia, o euro. O atual presidente da Comissão Européia, Romano Prodi, disse não haver um favorito para a sua sucessão. Prodi deixa o posto ao término de seu mandato de cinco anos, em outubro. Outros nomes aventados incluem o de Bertie Ahern, do chanceler (primeiro-ministro) da Áustria, Wolfgang Schuessel, do ex-diretor da Otan e atual comissário para Defesa e Relações Exteriores, Javier Solana, do comissário português Antonio Vitorino e do presidente do Parlamento europeu, Pat Cox. Constituição Os líderes europeu também tentam alcançar um consenso nesta sexta-feira sobre a Constituição. Na cúpula da UE de dezembro passado, Espanha e Polônia vetaram um acordo sobre direitos de voto porque eles não queriam perder um acordo mais favorável a eles obtido anteriormente. a situação política mudou nos dois países recentemente. A Espanha tem um novo governo, com o Partido Socialista que antes estava na oposição, e os poloneses estão à beira de uma crise política. Mesmo assim, um grupo de cerca de 10 países menores europeus, entre eles Áustria e Finlândia, dizem que vão rejeitar novas propostas sobre o sistema de tomada de decisões na UE. O novo plano estabelece que medidas sejam aprovadas quando tenham o apoio de Estados que representem 55% dos países do bloco e 65% do total da população. Os membros pequenos reclamam que essa fórmula daria influência demais aos países com grandes populações. A disputa poderia se tornar uma repetição do impasse que levou ao fracasso do diálogo sobre a Constituição da última vez, afirma o correspondente da BBC William Horsley. |
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