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FBI tem 123 mil horas de gravações suspeitas não traduzidas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma auditoria federal nos Estados Unidos descobriu que o FBI (polícia federal) possui milhares de horas ainda não traduzidas de gravação de conversas de suspeitos por atos de terror. O relatório afirma que, três anos depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, o FBI ainda não deu conta de traduzir 123 mil horas de gravações. O órgão se esforça para contratar mais especialistas nos idiomas vistos como essenciais à "guerra ao terror": árabe, farsi, urdu e pashtun – utilizados no Oriente Médio, Afeganistão e Paquistão. O documento, um resumo editado de uma auditoria confidencial completada em julho para o Departamento de Justiça, afirma que o total de conversas interceptadas pelo FBI nesses idiomas aumentou em 45% desde os atentados em solo americano. O número de linguistas contratados pelo FBI nos últimos três anos subiu de 883 para 1.214. Checagens O diretor do FBI, Robert Müller, explicou que uma das dificuldades enfrentadas é encontrar pessoas que, além ter qualificação para o trabalho, sejam aprovadas nas rigorosas checagens de segurança realizadas em funcionários que lidam com tarefas de inteligência. Outro problema do FBI é a capacidade limitada de arquivamento de dados nos computadores. Em alguns casos, material recolhido de monitoramento de comunicações potencialmente importantes estão sendo automaticamente deletados, descobriu a auditoria. Este foi o primeiro levantamento realizado sobre a capacidade de tradução do FBI desde o 11 de Setembro. O relatório apresenta 18 recomendações para melhorar a eficiência do órgão. A velocidade na tradução e identificação de informações importantes podem ser fundamentais para evitar atentados ou capturar suspeitos. Duas mensagens interceptadas pela Agência de Segurança Nacional no dia anterior a 11 de setembro de 2001 diziam "amanhã é a hora zero" e "o jogo está para começar". Elas só foram traduzidas dias depois do ocorrido. Desde os atentados em Nova York e Washington, os recursos federais destinados à tradução pelo FBI passaram de US$ 21,5 milhões (R$ 61,5 milhões) para US$ 70 milhões (R$ 200,3 milhões). |
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