|
Farc dizem aceitar negociar troca de reféns por presos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um porta-voz das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) afirmou que o grupo rebelde aceita negociar a troca de reféns por guerrilheiros presos. Em entrevista a um telejornal colombiano, o chefe guerrilheiro Raúl Reyes disse aceitar a designação do alto comissário para a paz, Luiz Restrepo, como interlocutor. Mas Reyes rejeitou a proposta do governo do presidente Álvaro Uribe de usar a internet como canal de diálogo e pediu a designação de zonas desmilitarizadas para a realização das negociações. Segundo a Rádio Caracol, da Colômbia, o ministro do Interior, Sabas Pretelt, disse que o governo ainda está estudando a proposta do grupo, mas que o fato de as Farc aceitarem Luiz Restrepo como negociador já é, em princípio, um passo adiante. Ainda segundo a Rádio Caracol, o ministro também teria dito que Restrepo pode fazer um anúncio oficial ainda nesta segunda-feira, mas que ele havia alertado que a discussão sobre a proposta zona desmilitarizada vai ser longa. Negociações Na semana passada, Restrepo havia sugerido que a forma mais rápida de discutir os termos da troca seria por e-mail. Em meados de agosto, o governo de Uribe propôs às Farc libertar 50 de seus guerrilheiros, em troca da libertação de reféns em poder do grupo. Os dirigentes das Farc criticaram a proposta unilateral, que não permite que eles negociem os termos da troca, incluindo o número de reféns a ser libertado. De acordo com o jornal colombiano El Tiempo, Reyes disse que todos os guerrilheiros têm que ser libertados, incluindo o recentemente capturado Simón Trinidad. A organização descartou a intermediação proposta pela igreja e pela Suíça, dizendo que "esse assunto diz respeito exclusivamente ao governo colombiano e às Farc". Os parentes dos seqüestrados expressaram sua satisfação pelo fato de o governo ter escolhido Restrepo como intermediário. Mas também questionaram a proposta do alto comissário de usar a internet para as negociações. ONU A ONU e a Cruz Vermelha Internacional publicaram nesta segunda-feira um relatório conjunto em que expressam preocupação com o número de pessoas seqüestradas na Colômbia. De acordo com o relatório, na Colômbia há 890 casos de pessoas desaparecidas que precisam ser esclarecidos. O relatório também destaca a Chechênia e o Nepal. Segundo as organizações, há 270 seqüestros que precisam ser esclarecidos na Chechênia. A ONU a e Cruz Vermelha pedem aos governos que suspendam a imunidade e levem membros das forças de segurança envolvidos nos desaparecimentos à Justiça. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||