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Colômbia oferece troca de rebeldes presos por reféns | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo da Colômbia se dispôs a libertar rebeldes presos em troca de reféns em poder do grupo esquerdista Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), em uma reviravolta de sua política para com os guerrilheiros. A oferta foi feita às Farc em julho, mas só veio a público agora. Até então, o governo do presidente Alvaro Uribe vinha se recusando a libertar rebeldes capturados em troca de muitos reféns notáveis tomados pelo grupo. O governo diz que agora vai trocar 50 rebeldes desde que eles não peguem em armas novamente. "Há duas possibilidades", disse o negociador do governo Luis Carlos Restrepo. "Eles (os rebeldes libertados) podem deixar o país ou entrarem em um projeto do governo para reintegrá-los à sociedade." Reféns Os guerrilheiros das Farc mantém centenas de reféns em acampamentos secretos na mata, vários deles, há anos. Entre eles estão pessoas que trabalham para o Exército americano, a ex-candidata à presidência da Colômbia Ingrid Betancourt e um grande número de colombianos por quem se pediu resgate em dinheiro. Os rebeldes das Farc querem a liberdade de milhares de seus correligionários presos pelas forças de segurança colombianas. Famílias de reféns - e talvez o próprio governo americano - têm pressionado o governo de Bogotá para resolver o problema, disse o repórter da BBC na capital colombiana, Jeremy McDermott. Segundo McDermott, ainda há enormes obstáculos para uma troca de prisioneiros por causa das condições impostas pelas autoridades para a libertação de rebeldes. Um porta-voz do presidente Uribe disse que as Farcd ainda têm que responder à oferta do governo, que ele descreveu como "uma grande mudança política". No passado, os rebeldes disseram que queriam que o governo libertasse milhares de seus correligionários presos e permitisse que eles voltassem à luta por um Estado marxista. Centenas de milhares de pessoas morreram desde que as Farc começaram sua guerra de guerrilhas, há cerca de 40 anos. |
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