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Seqüestros causam prejuízo de US$ 260 mi na Colômbia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo da Colômbia divulgou uma estimativa de que os seqüestros no país representaram um prejuízo de cerca de US$ 260 milhões nos últimos oito anos. A cifra é de um estudo do Departamento de Planejamento Nacional, segundo o qual, entre 1996 e 2003, uma média de 3 mil pessoas foram seqüestradas na Colômbia a cada ano. Os pesquisadores calculam que o governo gastou US$ 110 milhões no combate aos criminosos responsáveis por esses crimes nesse período. Para as famílias dos seqüestrados, o prejuízo coletivo alcançou US$ 150 milhões, incluindo o pagamento de resgates e a ausência de rendimentos do seqüestrado, como salários. Farc e ELN No período analisado, foram realizados mais de 21 mil seqüestros e pagos US$ 56,5 milhões em resgates, sendo que 70% deles foram para duas organizações rebeldes: as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e o ELN (Exército de Libertação Nacional). As forças de segurança colombianas acreditam que o seqüestro tenha representado a segunda maior fonte de divisas dos grupos guerrilheiros como as Farc e o ELN, logo depois do narcotráfico. A Colômbia enfrenta há quatro décadas um conflito civil envolvendo os guerrilheiros de esquerda, paramilitares de direita e forças do governo, durante os quais cerca de 35 mil pessoas já morreram e dois milhões teriam sido obrigadas a deixar suas casas. Em maio, o governo colombiano anunciou que o número de seqüestros registrados no primeiro trimestre deste ano foi o mais baixo em oito anos. |
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