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Colômbia anuncia redução de seqüestros no país | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo da Colômbia anunciou uma redução de quase metade do número de seqüestros no país no primeiro trimestre de 2004. Dados oficiais indicam que 317 seqüestros foram registrados no período, contra 586 nos três primeiros meses do ano passado. Ainda assim, em termos absolutos, a Colômbia continua a ser o local de maior incidência desse tipo de crime no mundo. A maior parte dos seqüestros recentes foram realizados por criminosos comuns, que passaram a ser responsáveis por mais ações que os rebeldes marxistas das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Segundo as autoridades de Bogotá, o grupo rebelde, que trava uma sangrenta guerra civil contra o Exército e paramilitares de direita, capturou 66 reféns no trimestre, contra 85 pessoas capturadas por criminosos. Uribe Analistas afirmam que a linha-dura adotada contra os seqüestradores tem rendido alta popularidade ao presidente Álvaro Uribe. Estatísticas divulgadas pela Fundação País Livre, entidade que presta assistência às vítimas de seqüestros, revelam uma queda em 26% no total de seqüestros em 2003 com relação a 2002. Foram 2.201 seqüestrados na Colômbia em 2003, 785 vítimas a menos que no ano anterior. O governo de Uribe adotou uma política de "segurança integral", que inclui aumento nos gastos militares e o pagamento de resgates para libertar as vítimas. Os familiares das vítimas daqueles em poder das Farc pressionam o governo a aceitar um acordo de troca de reféns. Os guerrilheiros concordam em soltar dezenas de capturados em troca da libertação de alguns de seus integrantes presos. Apesar do avanço nas estatísticas, a situação colombiana ainda é grave: estima-se em mais de 3 mil o número de pessoas atualmente mantidas em cativeiro no país. |
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