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Atualizado às: 26 de agosto, 2004 - 12h58 GMT (09h58 Brasília)
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Colômbia quer negociar com guerrilha pela internet
Segundo o governo, internet seria via de comunicação rápida
Segundo o governo, internet seria via de comunicação rápida
O governo colombiano propôs às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) que usem a internet como uma via rápida para negociar um acordo de troca de prisioneiros por políticos e militares seqüestrados pela guerrilha.

"Propusemos um procedimento de comunicação via internet e acreditamos que dessa maneira poderemos avançar de acordo com critérios bastante claros", disse o alto comissário da Paz do governo, Luis Carlos Restrepo.

Restrepo também fez questão de esclarecer que é o único negociador da proposta. Ele afirmou ainda que o governo suíço vai atuar como "facilitador".

As declarações do governo foram feitas dias depois de as Farc, a principal guerrilha esquerdista do país, terem rejeitado a proposta de troca do governo, alegando que a ela "faltam realismo e seriedade".

No mesmo comunicado, as Farc pediram ao governo que nomeie um negociador, como o fez com outros grupos armados, como os paramilitares e o Exército de Libertação Nacional.

Restrepo respondeu que é preciso diferenciar acordos humanitários de negociações de paz.

Críticas americanas

Por outro lado, o embaixador americano na Colômbia, William Wood, criticou fortemente a proposta de troca do governo colombiano.

"Querem que os criminosos que estão nas prisões colombianas voltem à luta terrorista ativa", disse Wood.

As Farc rejeitaram a proposta de troca argumentando que ela "nega à guerrilha a discrição para definir quais e quantos são seus presos, ou a discussão sobre as condições e circunstâncias em que eles deverão ser libertados".

Para o embaixador, a resposta do grupo guerrilheiro confirma o medo de que "as Farc estejam buscando uma saída que aumente sua capacidade terrorista".

Nos últimos dias, Wood também criticou o convite de três líderes paramilitares a uma audiência no Congresso.

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