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Atualizado às: 20 de agosto, 2004 - 19h38 GMT (16h38 Brasília)
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Seguidores de Al Sadr negam ter deixado mesquita
Integrantes da milícia de Sadr, o Exército Mahdi
Milhares de seguidores de Sadr enfentam batalhas em Bagdá e Najaf
Um porta-voz da milícia de Moqtada Al Sadr nega a informação do Ministério do Interior do Iraque de que os seguidores do líder xiita tenham deixado o santuário do imã Ali, em Najaf.

O governador de Najaf também disse à BBC que não pode confirmar a informação de que a polícia teria conseguido o controle do local.

Um porta-voz do Ministério do Interior do Iraque havia dito à BBC que a polícia havia entrado na mesquita e prendido centenas de pessoas.

Segundo o porta-voz, a polícia havia entregue o controle do local a autoridades religiosas e deixado a mesquita.

A sequência de eventos descrita pelo porta-voz ministerial não é verdadeira, segundo um porta-voz de Al Sadr, embora outro porta-voz dos rebeldes tenha afirmado que os militantes de fato deixaram o local.

Desconfiança

Segundo correspondentes da BBC no local, as informações contraditórias podem ser resultado do fato de que nenhum dos dois lados quer dar a impresão de recuo.

Horas antes, havia circulado a informação de que um acordo havia sido fechado entre Al Sadr e Ali Al-Sistani, a maior autoridade xiita do Iraque.

Pelo acordo, Sadr transferiria o controle do santuário para Al-Sistani, encerrando assim o levante de Najaf, que já durava mais de duas semanas.

Militantes leais a Al-Sadr estavam refugiados dentro da mesquita enquanto os Estados Unidos realizavam pesados ataques.

Aviões americanos e tanques do Exército iraquiano bombardearam a região em torno do santuário, em Najaf, por cinco horas seguidas durante a noite, no maior bombardeio desde o início da ofensiva.

Cerca de 77 pessoas foram mortas e 70 feridas nas últimas 24 horas, segundo o Ministério do Interior iraquiano.

Levante

Sadr lidera um grupo de militantes, o Exército de Mahdi, que tem enfrentado tropas lideradas pelos Estados Unidos em Najaf e outras cidades, há quinze dias.

Ele e seus homens se aquartelaram no santuário de Imã, o local mais sagrado do mundo para muçulmanos xiitas.

A rebelião colocou o governo iraquiano em uma posição difícil, já que temia a reação da população se permitisse que o santuário fosse danificado em um eventual ataque, e que Sadr se transformasse em mártir, se assassinado.

Após dias de combates, foi acertado um cessar-fogo entre Sadr e as forças americanas que tentavam reassumir o controle de Najaf.

A trégua foi rompida diversas vezes e o clérigo exigia que ela fosse cumprida para prosseguir nas negociações.

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