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Milícia de Moqtada Al Sadr deixa mesquita em Najaf | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A milícia leal ao clérigo xiita Moqtada Al Sadr deixou o santuário do imã Ali, em Najaf, segundo porta-vozes do religioso e do governo iraquiano. Sabah Kazim, porta-voz do ministério do Interior, a polícia já controla o local ao lado de líderes religiosos xiitas e que prendeu cerca de 500 simpatizantes de Sadr. Mas a informação não foi confirmada por outros membros do governo. Um porta voz de Sadr disse que a milícia, que se autodenomina Exército de Mahdi, deixou o santuário e entregou as chaves para autoridades religiosas xiitas. Desconfiança O correspondente da BBC em Bagdá, Alastair Leithead, disse que um porta-voz de Sadr teria negado que seus homens tivessem entregado suas armas. Ambos os lados disseram que os combates teriam acabado em Najaf, embora há relatos de que a polícia iraquiana está realizando buscas para apreender armas. Horas antes, havia sido divulgado um acordo entre Sadr e Ali Al-Sistani, a maior autoridade xiita do Iraque, pelo qual Sadr transferiria o controle do santuário para Al-Sistani, encerrando assim o levante de Najaf, que já durava mais de duas semanas. Ataque Militantes leais a Al-Sadr estavam refugiados dentro da mesquita enquanto os Estados Unidos realizavam pesados ataques. Aviões americanos e tanques do Exército iraquiano bombardearam a região em torno do santuário, em Najaf, por cinco horas seguidas durante a noite, no maior bombardeio desde o início da ofensiva. Cerca de 77 pessoas foram mortas e 70 feridas nas últimas 24 horas, segundo o Ministério do Interior iraquiano. Levante Sadr lidera um grupo de militantes, o Exército de Mahdi, que tem enfrentado tropas lideradas pelos Estados Unidos em Najaf e outras cidades, há quinze dias. Ele e seus homens estavam refugiados no santuário de Imã, o local mais sagrado do mundo para muçulmanos xiitas. A rebelião colocou o governo iraquiano em uma posição difícil, já que temia a reação da população se permitisse que o santuário fosse danificado em um eventual ataque, e que Sadr se transformasse em mártir, se assassinado. Após dias de combates, foi acertado um cessar-fogo entre Sadr e as forças americanas que tentavam reassumir o controle de Najaf. A trégua foi rompida diversas vezes e o clérigo exigia que ela fosse cumprida para prosseguir nas negociações. |
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