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Carta atribuída a Al-Sadr diz que revolta vai acabar | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma carta atribuída ao clérigo xiita Moqtada Al-Sadr, divulgada nesta quarta-feira, afirma que o líder do chamado Exército Mehdi teria aceitado os termos propostos pela Conferência Nacional Iraquiana para pôr fim à revolta na cidade sagrada de Najaf, no Iraque. A mensagem foi lida durante a conferência, em Bagdá, por uma delegada que afirmou ter recebido a carta de Al-Sadr. No entanto, ainda não há uma confirmação oficial do religioso, que estaria escondido no mausoléu do imã Ali, em Najaf. Segundo a carta, Al-Sadr teria aceitado entregar as armas do Exército Mehdi e participar do processo político no Iraque em troca de uma anistia. Procurado Mesmo antes da última revolta, o clérigo já era procurado pela Justiça iraquiana por suposto envolvimento no assassinato de um outro líder religioso xiita. A nota foi lida em voz alta na conferência um dia depois de uma delegação ter ido em vão a Najaf para se encontrar com Al-Sadr. O religioso preferiu não se encontrar com os negociadores, afirmando temer pelas condições de segurança. Segundo Alastair Leithead, correspondente da BBC em Bagdá, é difícil dizer se a carta é legítima. Para Leithead, a mensagem pode ser apenas mais um desdobramento da guerra de palavras por Najaf. "Outras promessas já foram quebradas anteriormente", afirma o correspondente. Nesta quarta-feira, Najaf foi palco de novos confrontos e explosões nos arredores do santuário do Imã Ali. O ministro da Defesa iraquiano, Hazim Al-Shalaan, deu um ultimato aos guerreiros do Exército Mehdi para entregarem as armas ou enfrentar um ataque maciço. |
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