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Fracassa missão pacificadora a Najaf | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma delegação de alto nível do governo do Iraque que foi à cidade sagrada de Najaf nesta terça-feira fracassou em sua missão para tentar acabar com o impasse entre milicianos xiitas e as forças militares lideradas pelos Estados Unidos. Os delegados foram ao santuário do imã Ali para se reunirem com o clérigo radical Moqtada Al-Sadr, que lidera um levante que já dura doze dias, mas o religioso se recusou a recebê-los. A missão, liderada por um primo de Al-Sadr, Hussein, foi enviada por líderes políticos e religiosos do Iraque reunidos em uma conferência nacional. Pesados combates continuaram em Najaf quando o grupo deixava a cidade. A luta se intensificou na terça-feira perto do santuário do imã Ali, onde Al-Sadr e suas forças estão cercadas por tanques americanos. Pelo menos uma aeronave americana bombardeou um cemitério onde os integrantes da milícia Mehdi, de Al-Sadr, tomaram posições. Os milicianos responderam com morteiros e tiros de metralhadoras. A conferência nacional que se realiza na capital iraquiana, Bagdá, pediu aos partidários do clérigo radical que deponham armas e deixem o santuário em Najaf, que é um dos locais mais sagrados dos muçulmanos xiitas. O chefe da delegação, Hussein Sadr, disse que sua missão não era negociar com o clérigo. "Esta é uma missão amistosa para enviar uma mensagem da conferência nacional", disse ele. Mas um porta-voz de Al-Sadr, Heidar al-Tarfi, disse que o clérigo tem reservas sobre os emissários. Ele acrescentou que Al-Sadr os considera mensageiros e não negociadores. Mas outro assessor do clérigo rebelde, Mahmoud Al-Soudani, disse a repórteres em Bagdá que Al-Sadr não quis se reunir com a missão "por razões de segurança e pelo pesado bombardeio em Najaf". |
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