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Atualizado às: 14 de agosto, 2004 - 17h55 GMT (14h55 Brasília)
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Negociações para desarmar militantes em Najaf fracassam
Militante iraquiano em Najaf
Também foram registrados confrontos na cidade xiita de Hilla
O governo iraquiano disse que as negociações para desarmar os militantes na cidade de Najaf, ao sul de Bagdá, fracassaram.

O porta-voz Mouwaffaq al-Rubaie disse que o governo reiniciaria os ataques militares, terminado com a trégua entre os militantes partidários do clérigo xiita Moqtada Sadr e as forças lideradas pelos Estados Unidos.

Um porta-voz de Sadr culpou o primeiro-ministro iraquiano pelo fim das discussões. Em uma entrevista na televisão, o clérigo disse ser impossível que a democracia prevaleça no Iraque enquanto as forças americanas estiverem cercando Najaf.

O correspondente da BBC em Bagdá Matthew Price diz que essa deve ser uma má notícia para o governo do país, que sabe ser necessário trazer uma solução pacífica à violência em Najaf.

Bombardeios

Aviões americanos bombardearam "locais inimigos conhecidos" perto da cidade de Samarra, ao norte de Bagdá.

Militares americanos dizem ter matado "cerca de 50 insurgentes" nos ataques que começaram por volta da meia-noite de sexta-feira, horário local.

Mas informações locais dão conta que entre cinco e 13 pessoas foram mortas.

Antes do bombardeio, uma operação em terra também resultou na detenção de três suspeitos de fornecerem armas e na apreensão de armamentos.

Moradores de Samarra contaram que bombas americanas atingiram casas em dois distritos da cidade, de acordo com a agência de notícias AP.

Militares americanos disseram que várias bombas de 230 quilos foram jogadas em "locais inimigos conhecidos" perto da cidade.

Mas o médico Adbul Hamid al-Samarrai, do principal hospital da cidade, disse à agência de notícias AFP que a maioria das vítimas era de mulheres e crianças.

Samarra, cidade a quase 100 quilômetros de Bagdá, com uma população de cerca de 200 mil habitantes, se manteve como um local de resistência à ocupação americana.

Combates

Também foram registrados confrontos na cidade xiita de Hilla depois que atiradores leais ao clérigo xiita Moqtada Sadr tentaram assumir o controle de prédios do governo.

O hospital da cidade confirmou que atiradores, policiais e civis estavam entre os mortos e feridos.

Autoridades iraquianas informaram que três policiais e pelo menos 40 militantes foram mortos.

O chefe da polícia local, general Qais Hamza Aboud, disse à agência de notícias AFP que os atiradores ainda tinham o controle de dois postos policiais no sábado e que ele prometia expulsá-los do local.

Até sexta-feira, a cidade de 500 mil habitantes havia conseguido escapar do levante xiita que atingiu outras cidades.

A violência também afetou a exportação de petróleo do Iraque. Um oleoduto no sul do país foi fechado na semana passada por falta de segurança por causa dos confrontos na cidade de Basra.

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