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Bush 'vai analisar cada idéia' do relatório do 11/9 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse nesta quinta-feira que vai levar em consideração “cada idéia” do relatório apresentado pela comissão que investigou as circunstâncias do atentado de 11 de setembro de 2001. ”Onde o governo tiver que agir, ele irá”, disse Bush. “Nós vamos considerar seriamente cada idéia, porque nós temos um objetivo em comum”. Apesar disso, o presidente americano não deixou claro quais medidas sugeridas pelo relatório ele pretende implementar, nem quando isso ocorreria. Bush disse que concorda com a observação contida no documento de que os autores dos ataques exploraram profundas falhas institucionais nos Estados Unidos. Ele também salientou que algumas das mudanças sugeridas pelo relatório já estão sendo implementadas. Erros O virtual adversário democrata à presidência americana, John Kerry, pediu ao presidente que atue com rapidez nas mudanças sugeridas. “Se eu foi eleito presidente e ainda não tiver ocorrido progresso suficiente nestas questões, eu não esperarei um dia sequer a mais. Eu vou comandar (o processo)”, disse Kerry. O relatório da comissão bipartidária que investigou as circunstâncias dos atentados de 11 de setembro de 2001, divulgado nesta quinta-feira, acusou o governo americano de cometer erros na política de segurança dos Estados Unidos antes dos ataques. Na apresentação do documento, o presidente da comissão, Thomas Kean, disse que não ficou claro se os atentados poderiam ser evitados, mas "houve falhas de política, administração, capacidade e, acima de tudo, imaginação". "Esses exemplos formam parte de um quadro mais amplo da segurança nacional em que o governo falhou em proteger o povo americano. O governo dos Estados Unidos simplesmente não foi ativo o suficiente no combate ao terrorismo antes de 11 de setembro", afirmou Kean. O presidente da comissão disse ainda que os americanos precisam estar preparados para uma "luta longa e difícil contra um inimigo determinado". Kean afirmou que a comissão espera novos ataques nos Estados Unidos. 'Santuário' Kean disse que os autores dos ataques causaram um "trauma insuportável" no povo americano e viraram a ordem internacional "de cabeça para baixo".
"Nossa diplomacia na política externa falhou ao não tirar Bin Laden de seu santuário afegão", afirmou. "Nossas forças militares e nossos recursos de ações secretas não tinham opções na mesa para derrotar a Al-Qaeda e matar ou capturar Bin Laden ou seus principais substitutos." O presidente da comissão, no entanto, procurou não atribuir culpa a nenhuma pessoa de maneira específica e disse que tanto indivíduos quanto instituições têm que assumir a responsabilidade pela falha de não impedir os ataques. "Nossas falhas ocorreram ao longo de muitos anos e governos. Não há um indivíduo específico que seja responsável por nossas falhas, embora indivíduos e instituições não possam ser absolvidas de responsabilidades", disse Kean. "Qualquer pessoa em uma posição de destaque dentro do nosso governo durante esse período tem algum tipo de responsabilidade pelas ações do nosso governo." Kean disse que o objetivo da investigação era evitar um novo atentado, e não encontrar culpados pelos ataques do 11 de Setembro. |
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