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Reforma de Arafat provoca tiroteio entre palestinos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Militantes palestinos pedindo reformas nas suas forças de segurança entraram em conflito neste domingo, pelo segundo dia consecutivo, com agentes da inteligência palestina. Membros da Brigada de Mártires Al Aqsa, grupo ligado ao Movimento Fatah, de Arafat, trocaram tiros com autoridades palestinas na cidade de Rafah. Pelo menos 12 pessoas ficaram feridas. Mussa Arafat - sobrinho do presidente da Autoridade Palestina - Yasser Arafat, tomou posse neste domingo como novo chefe do serviço de segurança palestino em meio a protestos dos militantes que exigem a sua renúncia. O ataque veio menos de 24 horas depois de o mesmo grupo ter ateado fogo ao centro do serviço de segurança palestino, na cidade de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, num ataque ataque não deixou feridos. Os militantes armados desafiaram o estado de emergência decretado em Gaza e prometeram novas ações violentas se Mussa Arafat não apresentar sua renúncia. "Inimigos potenciais" Mussa Arafat disse que estava preparado para lutar contra todos os seus "potenciais inimigos" e que iria ignorar os protestos. De acordo com os ativistas palestinos, a escolha do primo de Arafat como chefe de segurança não contribui para o fim da corrupção dentro da Autoridade Palestina e coíbe a introdução de reformas. A onda de protestos violentos na Faixa de Gaza levou o primeiro-ministro Ahmed Korei a pedir sua renúncia, mas Yasser Arafat rejeitou o pedido. Os dois líderes mantiveram um encontro de quatro horas neste domingo. Ao final da reunião, Korei reafirmou sua intenção de renunciar. Segundo Korei, a situação na Faixa de Gaza é "um verdadeiro desastre, uma catástrofe, onde se vive uma ausência da lei sem precedentes". |
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