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Autoridade Palestina enfrenta crise na liderança | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O futuro do governo palestino parecia incerto neste domingo, depois da renúncia do primeiro-ministro Ahmed Korei. Um dos ministros da Autoridade Palestina, Jamal Shubaki, disse que Korei não vai desistir de renunciar, apesar da recusa do presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, em aceitar a saída de Korei do governo. Uma reunião ministerial para tentar resolver a crise, precipitada por uma série de seqüestros na Faixa de Gaza, foi convocada para esta segunda-feira. Neste domingo, várias reuniões de emergência entre assessores do alto escalão estão sendo realizadas e há rumores de que Arafat e Korei poderiam se encontrar antes do fim do dia. Solução difícil Segundo o correspondente da BBC em Gaza, não há soluções fáceis para o impasse e os protestos contra a corrupção na Autoridade Palestina continuam em Gaza. Cerca de 2 mil pessoas tomaram as ruas da Cidade de Gaza no sábado à noite, rodeadas por militantes armados e mascarados, em protesto contra a nomeação de um sobrinho de Arafat, Musa, como chefe de segurança pública. Eles gritavam palavras de ordem pedindo o fim da corrupção no governo. Durante a noite, franco-atiradores do Fatah, uma facção ligada a Arafat, queimaram os escritórios do serviço secreto palestino, nas proximidades do campo de refugiados de Khan Younis, no centro da Faixa de Gaza. A insatisfação entre os partidários de Arafat criou o temor entre assessores do líder palestino de que este possa ser o início de um longo período de instabilidade política. Mas o homem que tornou-se o símbolo da luta palestina parece estar conseguindo manter a liderança. Vários analistas consultados pela BBC afirmam esperar que ele sobreviva a esta crise, como sobreviveu a várias outras no passado. |
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