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Palestinos protestam contra indicação feita por Yasser Arafat | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Milhares de palestinos foram às ruas de Gaza, neste sábado, em um protesto contra a reforma promovida pelo líder Yasser Arafat nas forças de segurança da Autoridade Nacional Palestina. Os manifestantes dizem que a escolha de um sobrinho de Arafat, Musa, como chefe de segurança pública não vai ajudar em nada o esforço para promover mudanças e acabar com a corrupção. Muitos dos maniestantes estavam armados, incluindo alguns do Fatah, o grupo político de Yasser Arafat. As reformas promovidas pelo líder palestino reduziram de oito para três o número de órgãos de segurança palestinos, como pedido por medidadores internacionais. Os protestos aconteceram em meio ao estado de emergência decretado na área. Seqüestros A Autoridade Palestina já começou o sábado em uma crise política desencadeada por uma onda de seqüestros na Faixa de Gaza. O primeiro-ministro Ahmed Korei disse que a situação na região é de um "caos sem precedentes" e ofereceu a sua própria renúncia para uma reforma do governo palestino. O presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, no entanto, rejeitou a renúncia de Korei e anunciou uma revisão das forças de segurança. Em Gaza, um estado de emergência foi declarado. Analistas afirmam que os crimes na região aumentaram nos últimos dias em uma tentativa dos grupos militantes de reforçar sua presença nos territórios palestinos diante dos planos de uma retirada israelense de Gaza. De acordo com David Chazan, correspondente da BBC em Jerusalém, a onda de crimes e a falta de instruções claras de Arafat provocaram a forte reação do primeiro-ministro palestino. Reforma Korei descreveu a segurança em Gaza como "um verdadeiro desastre, uma verdadeira catástrofe e uma ilegalidade sem precedentes". Depois de oferecer sua renúncia, o primeiro-ministro comandou uma reunião de emergência para discutir a resposta do governo à onda de crimes.
Korei quer que Arafat garanta ao primeiro-ministro poderes para lidar com o agravamento da situação da segurança em Gaza. De acordo com o parlamentar palestino Hanan Ashrawi, se o primeiro-ministro afirma que não tem apoio para realizar suas obrigações, incluido manter a lei e a ordem, "ele deve exigir seus poderes" ou renunciar. Reestruturação Arafat decidiu mudar a estrutura das oito organizações que atualmente dividem a responsabilidade pela segurança na Faixa de Gaza e na Cisjordânia – uma medida solicita por observadores internacionais há muito tempo. Um assessor de Arafat, Nabil Abu Rudeina, disse à agência de notícias francesa AFP que o líder palestino decidiu "com efeito imediato" que os serviços de segurança passarão a ser apenas três: polícia, segurança geral e o serviço de inteligência. Arafat indicou seu sobrinho Musa como chefe da segurança geral. O general Saeb Al-Ajez vai substituir Ghazi Jabali – o chefe da polícia de Gaza que, na sexta-feira, foi a primeira vítima da onda de seqüestros. Os seqüestradores, que se identificaram como membros das Brigadas dos Mártires de Jenin, exigiu que Jabali seja investigado em conexão com alegações de corrupção. Amin Hindi, chefe da inteligência geral palestina, e Rashid Abu Shabak, chefe de segurança preventiva em Gaza, também ofereceram suas renúncias "devido ao estado de caos e à falta de ação da Autoridade Palestina para promover reformas". Arafat, no entanto, rejeitou as renúncias e determinou a permanência de Hindi no cargo. A lista de seqüestrados em Gaza também incluiu quatro funcionários franceses de agências de ajuda e o coronel palestino Khaled Abu Al-Ula. Todos já foram libertados. |
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