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Premiê palestino renuncia; Arafat rejeita | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro da Autoridade Palestina, Ahmed Korei, apresentou neste sábado sua renúncia, após uma crise envolvendo disputas entre grupos rivais nos territórios palestinos. O presidente Yasser Arafat rejeitou a renúncia de Korei, segundo afirmou um ministro do gabinete palestino citado pela agência de notícias Reuters. Korei ocupa o cargo desde setembro de 2003, após o seu predecessor, Mahmoud Abbas, ter durado apenas quatro meses como primeiro-ministro. O pedido de renúncia acontece depois de um dia de seqüestros na Faixa de Gaza e de pedidos de afastamento de dois dos mais importantes oficiais palestinos da área de segurança. Em resposta à crise, Arafat anunciou neste sábado a reformulação dos seus serviços de segurança. Segundo um assessor, o líder palestino decidiu reduzir de oito para três o número de diferentes serviços de segurança atuando na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. Mas ele não teria aceito os pedidos de demissão dos dois oficiais. Demandas internacionais A simplificação do sistema atende a seguidas demandas internacionais (principalmente dos Estados Unidos) por reformas na estrutura de segurança da Autoridade Palestina. Arafat nomeou um primo seu, Mousa Arafat al-Qidwe, como novo chefe de segurança para os territórios palestinos. Além disso, ele substituiu o chefe de polícia Ghazi Jabali, sequestrado e libertado na sexta-feira em Gaza por militantes armados. As forças de segurança palestinas na Faixa de Gaza foram colocadas em estado de alerta. Amin Al-Hindi, chefe de inteligência da Autoridade Palestina, e Rashif Abu Shabak, chefe da divisão de segurança preventiva da Faixa de Gaza, haviam apresentado suas demissões devido ao aumento da instabilidade no território. Policiais foram deslocados para reforçar o patrulhamento ao redor de prédios administrativos da Autoridade Palestina e todas as férias de agentes de segurança foram canceladas. Ativistas palestinos armados libertaram na sexta-feira quatro franceses que haviam sido seqüestrados no campo de refugiados de Khan Younis, no sul de Gaza. Seqüestros Acredita-se que o seqüestro dos franceses, que trabalhavam em serviços de ajuda humanitária, tenha sido motivado por uma disputa entre as autoridades palestinas e os ativistas sobre oportunidades de emprego.
Antes, em um incidente separado, o chefe da polícia em Gaza havia sito seqüestrado e mantido refém por horas por outro grupo de ativistas. Também houve um terceiro seqüestro, envolvendo novamente um oficial da área de segurança e, como no caso do crime contra os franceses, o motivo teria sido um desentendimento sobre empregos. |
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