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Atualizado às: 19 de julho, 2004 - 19h04 GMT (16h04 Brasília)
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Arafat recua, mas premiê palestino mantém renúncia
Moussa Arafat
O parente de Arafat tinha sido indicado como chefe da segurança
O líder palestino Yasser Arafat rendeu-se aos crescentes protestos nos territórios palestinos e mudou, mais uma vez, o líder do serviço de segurança da Autoridade Palestina.

No sábado, ele tinha indicado um de seus primos, Moussa Arafat, para o cargo de chefe do serviço de segurança. Agora, aparentemente reagindo às críticas, Arafat reconduziu ao posto o homem que ele tinha demitido, o general Abdel Razek Al-Majeida.

O primeiro-ministro palestino, Ahmed Korei, disse que o seu pedido de renúncia, feito no sábado, continua valendo, pois não recebeu ainda por escrito a rejeição de Arafat à sua decisão.

Ele anunciou a formação de um comitê de ministros para avaliar a situação junto com o presidente da Autoridade Palestina.

O primeiro-ministro defendeu que "todas as instituições funcionem com eficiência" e pediu que "as pessoas certas" sejam indicadas para os cargos certos, uma maneira velada de dizer, segundo a correspondente da BBC Barbara Plett, que as reformas devem avançar.

Korei disse, porém, que não há nenhuma ameaça à liderança de Arafat.

Protestos

A indicação do primo de Arafat fez aumentar os protestos violentos de militantes palestinos, especialmente na Faixa de Gaza, que acusam autoridades da área de segurança de corrupção.

Entre os grupos que reagiram com violencia à nomeação do sobrinho estão as Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, que é associado ao próprio movimento Fatah, de Arafat.

Uma autoridade palestina disse à agência de notícias Associates Press que Arafat telefonou a Al-Majeida e pediu que ele retornasse ao cargo do qual foi demitido na semana passada.

Moussa Arafat voltou para seu antigo posto, de chefe do serviço de informações militar em Gaza.

Crise

A crise começou com uma onda de seqüestros na sexta-feira, que levou a confrontos entre militantes e membros da equipe de segurança no fim de semana que deixaram 18 feridos e a uma crise generalizada na segurança.

A crise se tornou política depois que Arafat nomeou seu parente, para mostrar ainda mais seu poder sobre a segurança.

A correspondente da BBC afirma que as forças de segurança deveriam ter passado ao comando do primeiro-ministro Korei, segundo planos dos americanos.

Mas Arafat se nega a abrir mão do poder que tem sobre as forças, o que tem deixado o primeiro-ministro numa situação cada vez mais difícil.

A crise é agravada pelo fato de que a "velha guarda" de Arafat é acusada de corrupção e de não ter agido para garantir aos palestinos segurança e vida melhor social e economicamente.

Yasser ArafatOriente Médio
Novos atores complicam ainda mais a política palestina.
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