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Coréia do Norte 'ameaça realizar teste nuclear' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Coréia do Norte advertiu que pode realizar um teste nuclear se seu pedido de ajuda não for atendido, disseram autoridades americanas. A ameaça teria sido feita na quinta-feira nos bastidores de conversações entre representantes de seis nações - Estados Unidos, Coréia do Norte, Coréia do Sul, China, Rússia e Japão. Há notícia de que a Coréia do Norte exigiu ajuda em energia maciça em troca do congelamento de sua principal instalação nuclear em Yongbyon. De acordo com a agência de notícias japonesa Kyodo, a Coréia do Norte, que está em situação de penúria, pediu dois milhões de kilowatts de energia como ajuda - o equivalente ao previsto em um acordo fracassado oferecido pelos Estados Unidos. Representantes americanos afirmaram que o governo norte-coreano fez ameaças similares antes, e que as conversações ainda estão sendo proveitosas. Um teste nuclear da Coréia do Norte contribuiria para a tensão na região e pressionaria os países vizinhos a entrar em uma corrida por armas nucleares. Coréia do Sul A advertência sobre um possível teste nuclear foi feita durante conversações entre o negociador americano James Kelly e seu colega norte-coreano Kim Kye-gwan. Representantes da Coréia do Sul minimizaram o incidente, dizendo que a advertência não foi "uma ameaça direta". Acredita-se que as partes discutiram uma proposta americana para permitir que outros países forneçam energia em ajuda se a Coréia do Norte concordar em congelar e depois desmantelar suas instalações nucleares. No passado, os Estados Unidos disseram que não recompensariam a Coréia do Norte por cumprir suas obrigações internacionais. Mas pressão da região, em particular de Coréia do Norte e China, persuadiu o governo americano a mudar de posição. Anteriormente, representantes americanos disseram ao jornal The New York Times que os aliados dos Estados Unidos na região enviariam dezenas de milhares de toneladas de combustível para o país em troca de um compromisso do líder norte-coreano, Kim Jong-il, de desmantelar seu programa de armas com urânio e plutônio. A Coréia do Norte teria então três meses para lacrar suas instalações nucleares, e a continuação da ajuda em combustível dependeria do desmantelamento de sua infraestrutura nuclear, seguindo verificações de inspetores internacionais, disse reportagem do The New York Times. Essa foi a primeira proposta detalhada de Washington desde que o presidente George W. Bush assumiu o cargo. O Japão apoiou a oferta americana, e pediu à Coréia do Norte que deixe claro se quer ou não, genuinamente, abandonar seu programa nuclear. Mas o governo norte-coreano não deu uma resposta formal à proposta. Aparentemente, a Coréia do Norte atrasou o início do terceiro dia de negociações, nesta sexta-feira, para realizar consultas com seu aliado mais próximo, a China. Mas representantes americanos continuam otimistas, dizendo que apesar da ameaça, de maneira geral, o encontro foi proveitoso. As conversações terminam no sábado. |
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