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Coréias suspendem propaganda militar na fronteira | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Córeia do Norte e a Córeia do Sul desligaram seus alto-falantes que, direcionados para a fronteira oposta, divulgavam propaganda militar desde 1953. O movimento faz parte de uma série de medidas inéditas, promovidas por ambos os países, para diminuir a tensão na região. A Coréia do Sul também suspendeu seus sinais eletrônicos, que, em sua última mensagem, diziam: “Paz, reconciliação e cooperação”. Todo o material de propaganda ao longo da fronteira entre os dois países foi retirado. O sul-coreanos tinham cerca de 100 cartazes e os norte-coreanos, 200. Aniversário As medidas foram acertadas entre os dois Exércitos no início deste mês. Algumas das decisões foi o estabelecimento de uma linha telefônica entre as duas Marinhas, a divisão de freqüências de rádio e o uso de sinais visuais. Na segunda-feira, membros da Marinha da Córeia do Norte e da do Sul tiveram o primeiro contato via rádio, com navios de guerra trocando breves mensagens para dizer que nenhum deles tinha intenções hostis. As novas regras entrarão em vigor no dia 15 de agosto, aniversário de independência da Coréia como colônia japonesa. Analistas dizem que, embora a Coréia do Norte pareça estar reatando seus laços com o seu vizinho, o país não mudou sua posição sobre suas ambições nucleares. A terceira fase de negociações sobre a questão nuclear ocorrerá em Pequim neste mês, mas nem os Estados Unidos nem a Coréia do Norte mostraram qualquer sinal de urgência para resolver o problema. Infra-estrutura “A cooperação inter-coreana será acelerada se a questão nuclear for resolvida. Estamos preparando planos abrangentes e concretos para isso”, afirmou o presidente sul-coreano, Roh Moo-Hyun, que ofereceu ao lado norte ajuda financeira para desmantelar seu programa de armas nucleares. Moo-Hyun disponibilizou-se a construir obras de infraestrutura e incentivar a produção industrial da Coréia do Norte, assim como dar assistência para a associação em organizações internacionais. Mas a Coréia do Norte continua a defender seu programa de armas nucleares. A imprensa do país criticou a declaração dos países do G-8, feita na semana passada, dizendo que o governo norte-coreano estava tentando provocar uma nova crise iraquiana ao impor inspeções nucleares. |
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