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Explosão na Coréia do Norte pode ter matado centenas, diz governo britânico | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário de Exterior da Grã-Bretanha, Bill Rammell, disse à BBC ter sido informado pela embaixada britânica na Coréia do Norte de que o número de mortos no acidente envolvento dois trens do país, na quinta-feira, pode chegar a centenas e o de feridos a milhares. "O governo norte-coreano fez um pedido de ajuda humanitária internacional, mas não especificou o que está precisando", disse Rammell. "Mesmo assim, vamos fazer o que estiver em nosso alcance para ajudar." Até o momento, a Cruz Vermelha na capital da China, Pequim, afirmava que pelo menos 54 pessoas morreram e mais de 1,2 mil ficaram feridas, além de mais de 8,2 mil casas destruídas ou danificadas. Já a organização de ajuda humanitária irlandesa Concern afirma ter recebido a notícia de que 150 pessoas morreram. Cabos elétricos Também não está claro como o acidente dos dois trens teria ocorrido. De acordo com John Sparrow, porta-voz da Cruz Vermelha em Pequim, os dois trens levavam vagões carregados de explosivos, possivelmente para uso em mineração, o que teria provocado uma forte explosão no momento do choque. Fontes diplomáticas em Pyongyang disseram que a explosão ocorreu quando um cabo de alta tensão caiu sobre dois vagões carregados de dinamite. As informações anteriores indicavam que os trens transportavam combustível. Destruição Uma fonte da inteligência sul-coreana disse a um repórter do jornal local Kyunghyang Shinmun que a área adjacente à estação de Ryongchon ficou totalmente destruída. Todas as casas e edifícios de três e quatro andares em um raio de 160 metros da estação teriam sido destruídos e danos parciais teriam sido registrados em edifícios num raio de até 600 metros da explosão. Organizações de ajuda humanitária estão concentrando esforços para ajudar as vítimas. O presidente interino da Coréia do Sul, Goh Kun, determinou que o país também se preparasse para enviar ajuda à Coréia do Norte.
Mais de 24 horas depois do desastre, no entanto, o governo norte-coreano ainda não havia se pronunciado sobre o acidente. Pouco depois, no entanto, fontes russas disseram que o ministério das Relações Exteriores em Pyongyang admitiu a ocorrência do acidente e afirmou que o episódio estava sendo investigado. O líder norte-coreano, Kim Jong-Il, teria passado pelo local da explosão apenas horas antes do ocorrido, quando estava voltando a Pyongyang depois de uma visita à China. Na quinta-feira, a rede de televisão sul-coreana YTN anunciou que milhares de pessoas teriam morrido ou ficado feridas na explosão. A emissora chegou a falar em um total de 3 mil vítimas. |
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