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Atualizado às: 25 de fevereiro, 2004 - 14h05 GMT (11h05 Brasília)
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Coréia do Sul propõe plano para crise norte-coreana
Lee Soo-hyuck
Encontro dos seis país em Pequim termina na sexta-feira
A Coréia do Sul propôs, nesta quarta-feira, conceder compensações à Coréia do Norte, caso o país vizinho desmantele seu programa nuclear.

A oferta foi apresentada durante a reunião, em Pequim, que discute o programa nuclear norte-coreano. Participam do encontro representantes da Coréia do Norte, Coréia do Sul, Estados Unidos, China, Rússia e Japão.

O representante de Seul, Lee Soo-hyuck, ofereceu um plano de três fases para resolver a crise com o país.

“Se houver esse congelamento (do programa nuclear), podemos partir para contra-medidas”, disse Soo-hyuck aos jornalistas, de acordo com a agência de notícias Associated Press.

Proposta

Para Soo-hyuck, as conversações, que iniciaram nesta quarta-feira e duram três dias, tinham uma atmosfera "tranqüila e realista".

O acordo apresentado pelo oficial sul-coreano conteria as seguintes medidas:

  • Fase 1: a Coréia do Norte declara sua disposição em desmantelar seus programas nucleares. Em retorno, os Estados Unidos declaram sua disposição em fornecer garantias de segurança para o país asiático.
  • Fase 2: a Coréia do Norte desmantela seus programas nucleares. Uma vez que isso seja verificado, o país passa a receber ajuda no fornecimento de energia e outras recompensas.
  • Fase 3: A solução de todos os outros problemas e o aprimoramento das relações.

Não há informações oficiais se os Estados Unidos ou qualquer outro país endossam a proposta sul-coreana.

Alimentos

No mesmo dia da abertura das negociações em Pequim, a agência da ONU para alimentação e agricultura (FAO) anunciou que está retomando o envio de alimentos para milhões de pessoas carentes na Coréia do Norte.

O órgão havia publicado um apelo no início deste mês, afirmando que os estoques de doações estavam terminando o que significaria um corte de comida para quase 6,5 milhões de norte-coreanos.

Os estoques foram parcialmente recuperados graças às contribuições da Alemanha, Nova Zelândia, Canadá e Noruega.

Mas a FAO alertou que mais doações são necessárias, urgentemente, para as próximas semanas.

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