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Peritos afirmam que Coréia do Norte não tem bomba nuclear
Cientistas americanos que realizaram uma série de inspeções na Coréia do Norte afirmaram não ter encontrado provas de que o país tenha fabricado uma bomba nuclear. No entanto, o chefe da equipe, Sigfried Hecker, disse ter observado o que parecia ser plutônio enriquecido e afirmou que seria um erro concluir que o país não poderia desenvolver uma bomba atômica. Hecker, que foi diretor do Laboratório Nacional de Los Alamos, nos Estados Unidos, contou ao Congresso americano que foi levado a uma usina nuclear secreta do governo norte-coreano. O cientista afirmou que varetas de combustível nuclear usadas, que estavam armazenadas sob supervisão internacional até um ano atrás, foram removidas de seus reservatórios. Plutônio Segundo Hecker, os norte-coreanos estavam ansiosos para mostrar a ele uma unidade de reprocessamento próximo ao reservatório onde as varetas estariam sendo convertidas em plutônio. "Estávamos em uma sala de reuniões quando eles trouzeram uma caixa metálica vermelha. Dentro dela estava outra caixa, branca e de madeira, onde estavam dois potes de vidro", contou Hecker ao Congresso. "E então eles pegaram um dos vidros e disseram: 'Isso é plutônio'." Segundo Hecker, o metal era genuíno. Mas os norte-coreanos não conseguiram convencer o cientista de que conseguiram dominar as técnicas de desenvolvimento de uma bomba nuclear. "O processo que leva do metal bruto até uma arma nuclear é mais ou menos semelhante a ter um pedaço de aço e dele fazer um carro", disse Hecker, em entrevista à BBC. A equipe de Hecker também examinou um enorme reator em Yongbyon, que poderia ter incrementado enormemente a capacidade nuclear norte-coreana. Mas o cientista afirmou que aparentemente o projeto foi suspenso e há poucas chances de que seja retomado. Moeda de barganha Para Jon Leyne, jornalista da BBC e especialista em questões do Departamento de Estado americano, as provas mostradas aos cientistas se enquadram no retrato que os serviços de inteligência e outros analistas haviam feito da Coréia do Norte. Segundo o jornalista, as autoridades norte-coreanas estão interessadas em exibir sua capacidade nuclear para fazer disso uma moeda de barganha no futuro. Um relatório recém-divulgado pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, em Londres, afirma que o atual impasse nas negociações com a Coréia do Norte dá ao país mais tempo para produzir mais armas. "O relógio não está do lado dos americanos", afirmou o vice-ministro de Relações Exteriores norte-coreano, Kim Gye-Kwan, ao grupo de inspetores que incluía Hecker. "Conforme o tempo passa, nosso poderio nuclear continua a aumentar em quantidade e qualidade", disse o ministro. |
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