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Atualizado às: 20 de junho, 2004 - 00h14 GMT (21h14 Brasília)
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Sudão ordena desarmamento de milícias em Darfur
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Sudão vive em guerra contínua desde a independência, em 1956
O presidente do Sudão, Omar Al-Bashir, ordenou o desarmamento de todos os milicianos em Darfur, onde mais de 10.000 pessoas morreram em recentes combates.

O decreto presidencial pede especificamente o desarmamento de Janjaweed, a milícia árabe responsabilizada por atrocidades a fazendeiros africanos.

O governo do Sudão vinha sendo muito criticado por fracassar no combate às milícias.

Os Estados Unidos ameaçaram impôr sanções ao Sudão se o governo não puser fim ao que Washington qualificou como limpeza étnica.

Abusos

Uma declaração da Presidência disse que os órgãos do governo deverão agir para "perseguir todos os grupos clandestinos".

Ela também pede que funcionários do governo impeçam que quaisquer grupos entrem no país vizinho, o Chade.

Na sexta-feira, Chade disse que matou 69 membros da milícia Janjaweed em seu território.

O presidente da União Africana, Alpha Omar Konare, vai viajar para Darfur, no oeste do Sudão, no domingo, para observar o trabalho de monitores do cessar-fogo, que entra em vigor neste fim-de-semana.

O conflito em Darfur começou há um ano, e foi qualificado pela Organização das Nações Unidas como a pior situação humanitária do mundo.

A milícia Janjaweed foi acusada de massacres e abusos generalizados de direitos humanos.

Autoridades sudanesas disseram no passado que será difícil desarmar os milicianos árabes enquanto os dois principais grupos rebeldes - Movimento de Libertação do Sudão e Movimento Igualdade e Justiça - operarem na região.

Refugiados

Estima-se que um milhão de pessoas tenham ficado desabrigadas em Darfur por causa dos combates principalmente entre rebeldes africanos e milicianos árabes.

O desabrigados - na maioria, africanos - culpam os milicianos árabes, do grupo Janjaweed, por uma política de terra arrasada envolvendo assassinato sistemático, estupros e saques.

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados afirma que mais de 150 mil pessoas fugiram para o Chade - muitos para remotas regiões desérticas para onde é difícil levar ajuda humanitária.

Descontado um período de onze anos (1972-1983), o Sudão vivem em guerra continuamente desde sua independência, em 1956.

Em 1983, o governo dominado por árabes do norte impôs a lei islâmica em todo o país, mesmo em áreas onde os muçulmanos não eram maioria.

Tal ato exacerbou uma rebelião que começou no sul, habitada por cristãos negros africanos e por praticantes de religiões tradicionais.

Um conflito também começou no ano passado na região árida e pobre de Darfur, depois que um grupo rebelde começou a atacar alvos do governo, alegendo que aregião estava sendo negligenciada pelo poder central.

Os rebeldes afirmam que o governo está oprimindo os negros africanos em favor dos árabes.

Historicamente tem havido forte tensão entre as duas comunidades por causa de diretos de terra e de pastagem para o gado.

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