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Militante saudita morre em tiroteio, dizem autoridades | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O líder da rede extremista Al-Qaeda que disse estar por trás do seqüestro e decapitação do engenheiro americano Paul Johnson na Arábia Saudita foi morto, segundo notícias. De acordo com autoridades sauditas, Abdul Aziz Al-Muqrin e dois outros destacados militantes foram mortos a tiros em choques com as forças de segurança na capital saudita, Riad, na noite de sexta-feira. Muqrin também disse que matou outros ocidentais no país. Mais cedo, um alto representante saudita disse que seu governo não deixou pedra sobre pedra na busca de militantes. Um alto funcionário saudita em visita a Washington, Adel Al-Jubeir, disse que seu governo não poupou esforços em suas tentativas para buscar militantes da Al-Qaeda. Al-Jubeir fez essa declaração depois que o secretário de Estado americano, Colin Powell, agradeceu aos sauditas por seus esforços na caça de terroristas. Segundo a agência de notícias France Presse, agentes de segurança disseram que o tiroteio em que os militantes morreram ocorreu no distrito de Al-Malaz, na capital, depois de pistas encontradas na casa onde o corpo de Johnson foi encontrado. Dois integrantes dos serviços de segurança também morreram no ataque, enquanto outros dois militantes fugiram da área, disse a AFP. Os outros dois militantes que morreram foram identificados como os irmãos Faisal e Bandar Al-Dakheel. Fotos do corpo de Johnson foram mostradas em um website islâmico na sexta-feira. Ultimato A Al-Qaeda tinha dado ao governo saudita um prazo, que terminava nesta sexta-feira, para libertar militantes que estão na prisão. Se a exigência não fosse cumprida, Johnson seria assassinado, disse o grupo. O presidente americano, George W. Bush, disse que "a morte de Paul mostra a natureza maligna do inimigo que enfrentamos". O secretário de Estado americano, Colin Powell, disse que esse foi um ato de "barbarismo". Johnson, de 49 anos, tinha sido capturado na capital saudita no último sábado. O americano trabalhava para a empresa Lockheed Martin, que presta serviços para o governo dos Estados Unidos. As autoridades sauditas insistem que não há uma crise na segurança no país, mas outros governos recomendaram a seus cidadãos que deixem a Arábia Saudita - entre eles, os Estados Unidos. Ataques a estrangeiros foram atribuídos a radicais islâmicos que querem depor a família que governa o país - Al-Saud - e expulsar todos os ocidentais da Arábia Saudita, dizem correspondentes. |
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