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Atualizado às: 16 de junho, 2004 - 09h13 GMT (06h13 Brasília)
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Site mostra vídeo com suposto refém americano
Imagem de suposto refém americano
O suposto refém foi ameaçado de morte pelos militantes
Um website islâmico apresentou imagens em vídeo de um cidadão americano seqüestrado no sábado na capital da Arábia Saudita, Riad, e traz uma ameaça de morte.

De olhos vendados, o homem é mostrado em vídeo dizendo que seu nome é Paul Johnson, o mesmo de um funcionário de uma empresa do setor de defesa que está desaparecido.

O crachá de Johnson na empresa Lockheed Martin também é mostrado no vídeo, que foi exibido pela rede de televisão americana CNN.

Uma declaração no website exige a libertação de militantes presos na Arábia Saudita em 72 horas, senão o refém será morto.

Al-Qaeda

O vídeo também mostra um homem encapuzado, carregando um fuzil AK-47 e lendo um pronunciamento em árabe.

Uma legenda o identifica como Abdullah-Aziz Al-Moqrin.

Assinada pela "Organização Al-Qaeda da Península Arábica", a declaração é incluída no website, que já veiculou várias mensagens islamistas no passado.

"Se os tiranos do governo saudita quiserem a segurança e a liberdade deste refém, eles precisam libertar nossos mujahideen (combatentes) mantidos nas cadeias", diz a mensagem.

O texto diz ainda que, caso os militantes não sejam libertados, "rios de sangue de outros guerreiros serão derramados ainda neste ano na península arábica".

Sem negociação

Adel Al-Jubeir, conselheiro para assuntos internacionais do líder árabe, o príncipe Abdullah, disse à rede de televisão CNN que não haverá negociação.

"Não negociamos com terroristas e seqüestradores porque assim abrimos a porta para mais seqüestros e terrorismo", afirmou.

Al-Jubeir acrescentou ainda que a troca de prisioneiros não faz parte da política saudita.

Mortos

O seqüestro de Johnson é o primeiro de um estrangeiro num momento de ressurgimento da violência contra cidadãos ocidentais.

Três foram mortos em apenas uma semana.

As autoridades sauditas insistem que não há uma crise na segurança, mas outros países recomendaram a seus cidadãos que deixem a Arábia Saudita - entre eles, os Estados Unidos.

Ataques a estrangeiros foram atribuídos a radicais islâmicos que querem depor a família que governa o país, Al-Saud, e expulsar todos os ocidentais da Arábia Saudita, dizem correspondentes.

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Livro exagera em denúncias de relações entre Bush e sauditas.
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