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Atualizado às: 17 de junho, 2004 - 16h08 GMT (13h08 Brasília)
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Defesa aérea dos EUA foi 'caótica' em 11/9
Pentágono depois do ataque de 11 de setembro de 2001
Melhor coordenação poderia ter salvo Pentágono?
As defesas aéreas dos Estados Unidos estavam despreparadas de forma desastrosa para os ataques de 11 de setembro de 2001, segundo a comissão especial do Congresso americano que está investigando o assunto.

O relatório da comissão concluiu que os caças americanos não tinham nenhuma chance de interceptar os aviões usados nos ataques e muito menos de derrubá-los.

O documento, divulgado para o público nesta quinta-feira, diz que funcionários despreparados tiveram que improvisar uma reação.

"Na manhã de 11 de setembro, o regulamento existente era inadequado, em todos os aspectos, para o que estava por acontecer", diz o relatório.

'Improviso'

Nesta quinta-feira, último dia de tomada de depoimentos pela comissão, está depondo o chefe do Estado Maior americano, general Richard Myers.

Os ataques de 11 de setembro mataram quase 3 mil pessoas. Integrantes da rede Al-Qaeda, de Osama Bin Laden, seqüestraram três aviões e os jogaram contra as torres do World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, em Washington. Um quarto avião seqüestrado caiu na Pensilvânia.

O relatório – o terceiro divulgado pela comissão nesta semana – faz um resumo da resposta dos militares, do departamento encarregado da aviação federal (Federal Aviation Administration) e outras agências ao ataque.

"O que se seguiu foi uma tentativa apressada de criar uma defesa improvisada por funcionários que nunca tinham se deparado ou sido treinados para a situação", diz o documento.

A comissão questiona se uma reação melhor e coordenada das várias agências, incluindo o Comando Norte-americano de Defesa Aeroespacial (Norad, na sigla em inglês), não poderia ter levado à derrubada dos aviões sequestrados antes de eles serem lançados contra os alvos.

Em vez disso, argumenta o relatório, uma ordem de emergência demorada do vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, para que os aviões fossem derrubados chegou depois que o último dos jatos tinha caído em um campo na Pensilvânia.

Funcionários civis avisaram tardiamente os militares sobre o ataque e os esforços para responder a eles foram afetados por dificuldades em localizar os aviões depois que os seqüestradores desligaram seus mecanismos de acompanhamento, segundo o relatório de 29 páginas.

O texto também descreve como o presidente americano, George W. Bush, continuou com sua sessão de leitura para crianças em uma escola por cinco a sete minutos depois que o seu chefe de gabinete lhe disse: "Um segundo avião atingiu a segunda torre (do World Trade Center). A América está sendo atacada".

O relatório final da comissão será publicado em 28 de julho.

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