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Ex-prefeito de NY defende resgate feito em 11/9 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani, prestou depoimento nesta terça-feira à comissão que está investigando os ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. Na época, ele foi aclamado por sua liderança durante os eventos. Giuliani disse que muitas pessoas morreram, “mas a bravura dos bombeiros e da polícia evitou com que os terroristas atingissem seu objetivo de matar muitos mais”. “Muitos morreram naquele dia, três mil”, disse Giuliani. “Na primeira hora após os aviões terem atingido as torres, eu recebi relatos dizendo que o número de mortos estaria acima de 12 mil, subindo logo depois para 15 mil.” Após examinar por meses se falhas do governo permitiram que os ataques acontecessem a comissão examina agora como a polícia e os bombeiros reagiram. 'Ultraje' No primeiro dos dois dias de depoimentos foram feitos elogios à bravura dos bombeiros e dos policiais. Membros do painel ressaltaram, entretanto, como o trabalho dos serviços de emergência foi prejudicado por mau planejamento, equipamentos inadequados e rivalidades entre órgãos diferentes. John Lehman, um integrante da comissão, disse que o fracasso de esses órgãos se comunicarem efetivamente seria um escândalo “inadmissível até para um grupo de escoteiros”. O chefe do corpo de bombeiros na época, Thomas Von Essen, disse ter ficado ofendido por esses comentários. “Você dá a impressão de que tudo deu errado em 11 de setembro”, disse ele. “Acho ultrajante dizer algo assim.” Conclusões Imagens dos dois aviões atingindo as torres e do resgate feito pelos bombeiros foram mostradas durante a audiência. Foram também ouvidos testemuhos de membros de equipes de resgate e de civis presentes no local. O painel vai escutar na quarta-feira o testemunho do sucessor de Giuliani, Michael Bloomberg, e do secretário de segurança interna dos EUA, Tom Ridge. O Congresso americano designou uma comissão bi-partidária para estabelecer as causas do ataque e o que pode ser feito para evitar futuros atentados. Ela deve entregar suas conclusões no dia 26 de julho. |
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