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Bush e Cheney depõem nesta 5ª sobre o 11/9 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente americano, George W. Bush, e seu vice, Dick Cheney, vão depor nesta quinta-feira na comissão independente que investiga a atuação do governo em relação aos atentados de 11 de setembro de 2001. A reunião reservada será realizada na Casa Branca. Bush e Cheney não estarão sob juramento, e a conversa não será gravada. "Estou ansioso para dar aos integrantes da comissão a chance de nos questionar", disse Bush. A comissão deve perguntar a Bush o que lhe foi dito sobre a ameaça terrorista antes dos ataques e quais foram as ações tomadas por ele a esse respeito. Cerca de 3 mil pessoas morreram nos atentados em que integrantes da rede Al-Qaeda, de Osama bin Laden, sequestraram aviões e os dirigiram contra o World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, em Washington. Prioridades No mês passado, o ex-assessor de Bush para o combate ao terrorismo Richard Clarke afirmou que o combate à Al-Qaeda não era tão prioritário para o governo Bush como havia sido durante a administração de Bill Clinton. Como conseqüência, um memorando sobre as atividades da Al-Qaeda nos Estados Unidos apresentado a Bush um mês antes do 11 de setembro foi divulgado ao público. A Casa Branca sempre sustentava que nunca havia recebido informações específicas de que a Al-Qaeda estivesse planejando um ataque dentro do país. A comissão independente, composta por cinco democratas e cinco republicanos, deve tentar descobrir se o presidente deu ordens a pilotos militares para que derrubassem os aviões sequestrados no 11 de Setembro. Na quarta-feira, Bush disse acreditar que o encontro "será uma boa oportunidade para ajudar essas pessoas a escrever um relatório que poderá ajudar futuros presidentes a lidar com ameaças terroristas a este país". O presidente foi amplamente aconselhado por assessores da Casa Branca sobre o que deve falar na reunião, na qual estará acompanhado de um advogado. Os democratas afirmam que a decisão de Bush de falar à comissão junto com o vice Dick Cheney seria uma tentativa de eliminar a possibilidade de haver contradições entre a versão de cada um sobre o que foi feito para evitar os atentados. O porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, negou que seja essa a intenção do presidente. A comissão deve apresentar o seu relatório completo no final de julho. |
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