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China 'ameaça usar a força' contra Taiwan | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo chinês ameaçou usar a força para impedir que Taiwan busque a independência, após o discurso inaugural do segundo mandato do presidente da ilha, Chen Shui-bian. O discurso foi feito há uma semana e levou a China a dizer que as relações entre Beijing e Taiwan, que tem um regime semi-autônomo, estavam em perigo. Em seu discurso inaugural, Chen pediu por uma "melhoria das relações com Beijing" e disse que manteria "a idéia de independência fora da agenda política, enquanto a nova constituição é escrita". Os Estados Unidos elogiaram o discurso como “construtivo e responsável”. Reação esperada O escritório que cuida dos assuntos relacionados com Taiwan na capital da China disse, entretanto, que o discurso foi mais uma indicação de que a ilha vai buscar a independência. Segundo um porta-voz chinês, o país estaria disposto a usar todos os meios, inclusive militares, para preservar a sua soberania e integridade territorial. “Chen Shui-bian não foi sincero para melhorar nossas relações. Ele precisa aceitar que Taiwan e a China continental são o mesmo país.” O correspondente da BBC na China disse que a retórica do governo chinês foi dura, mas já esperada. O porta-voz chinês disse que o conteúdo do discurso não teria renunciado à independência com a veemência necessária. Na semana passada, antes do discurso de Chen, o governo chinês tinha dito que qualquer movimento rumo à independência seria reprimido. Analistas, no entanto, enxergaram um certo grau de flexibilidade no pronunciamento chinês. Não houve reação imediata em Taiwan, mas o seu sensível mercado financeiro desta vez permaneceu calmo, o que pode indicar que a reação chinesa não foi inesperada. |
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