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Líder taiwanês promete estreitar laços com a China | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente de Taiwan, Chen Shui-bian, afirmou que a prioridade de seu segundo mandato será melhorar as relações com a China. Em seu discurso de posse nesta quinta-feira, ele fez um chamado ao diálogo para que se estabeleça uma relação de estabilidade com Pequim. Chen, porém, defendeu também seu polêmico plano de reformas constitucionais e recomendou aos chineses que respeitem as aspirações democráticas de Taiwan. A China vê as propostas de reformas como um passo para garantir a independência da ilha e ameaça reagir com força militar. Disputa eleitoral A posse de Chen Shui-bian aconteceu apesar de uma disputa jurídica no país sobre a sua reeleição em março. O presidente venceu as eleições por uma diferença de menos de 0,2% dos votos. A mais alta corte de Taiwan ainda não deu o seu parecer sobre uma recontagem exigida pela oposição. Chen prometeu buscar "reconciliar a profunda divisão" causada pela eleição e "unir o povo de Taiwan". No discurso, disse também ser sua responsabilidade histórica levar adiante as mudanças na Constituição. Segundo ele, as ameaças da China servem apenas para alienar a população taiwanesa. "Diante da escalada militar do outro lado, temos de reforçar nossas defesas nacionais", afirmou Chen. Os Estados Unidos condenaram as advertências chinesas a Taiwan, afirmando que a linguagem utilizada não "tem lugar no discurso internacional civilizado". A Casa Branca disse estar comprometida a seguir a política de proteção a Taiwan, mas também advertiu o presidente reeleito a não modificar o status quo. A cerimônia de posse, entretanto, foi boicotada pela oposição, que organizou uma passeata na capital, Taipei, contra os resultados da eleição, que a seu ver foram fraudados. |
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