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Taiwan tem choques nas ruas após eleição | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Manifestantes entraram em confronto neste domingo com tropas de choque da polícia em duas das maiores cidades de Taiwan, durante protestos contra as eleições de sábado. Na capital, Taipé, milhares de simpatizantesdo partido nacionalista Kuomintang – enfrentando canhões d'água da polícia – estão reunidos na praça central, em frente ao palácio presidencial. Segundo correspondentes, apesar dos episódios de pancadaria em Kaohsiung e Taichung, a situação é mais tranqüila do que há quatro anos, quando as últimas eleições provocaram uma onda de violência no país. Na segunda-feira, o partido nacionalista tauanês terá a oportunidade de questionar na Justiça a validade do pleito de sábado. Enquanto isso, o Supremo Tribunal de Taiwan determinou que todas as urnas das eleições presidenciais fossem lacradas para preservar possíveis provas de irregularidades – como havia sido pedido pelos advogados da oposição. Votação apertada O presidente Chen Shui-bian foi reeleito em Taiwan no sábado com uma margem de 30 mil votos de vantagem – menos de 0,5% dos votos –, na eleição mais disputada da história do território. O candidato derrotado, Lien Chan, do partido Kuomintang, considerou o resultado injusto e exige a recontagem dos votos. Cerca de 330 mil votos foram invalidados no pleito – o equivalente a 11 vezes a vantagem conseguida por Shui-bian nas urnas. Pouco tempo depois do anúncio do resultado das eleições, várias partes da ilha foram palco de protestos, e analistas temem uma divisão de Taiwan. Revolta Segundo o correspondente da BBC em Taipé, Angus Foster, entre 2 mil e 3 mil simpatizantes do Kuomintang protestaram na manhã deste domingo em frente ao palácio presidencial do território. As pesquisas de opinião davam um ligeira liderança ao candidato oposicionista, mas analistas dizem que a tentativa de assassinato contra o presidente e sua vice pode ter-lhes conferido mais simpatia do eleitorado. Embora mais de 13 milhões de pessoas tenham votado para presidente – mais de 80% do eleitorado –, o outro pleito de sábado, um referendo sobre a ampliação ou não da defesa do território e a retomada de negociações de paz com a China, não teve quórum suficiente. Era necessária a participação de 50% dos eleitores para que o referendo fosse validado. |
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