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Atualizado às: 23 de maio, 2004 - 07h26 GMT (04h26 Brasília)
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Forças da coalizão "buscam imunidade"
Soldado da coalizão
Soldados britânicos no Iraque estão sujeitos às leis da Grã-Bretanha
A coalizão no Iraque quer que seus soldados permaneçam imunes de serem processados por iraquianos depois da transferência de poder, no fim de junho.

A criação de um Iraque soberano significaria que as tropas ficariam sujeitas às leis iraquianas, mas o correspondente da BBC em Bagdá, Jonathan Beale disse que os EUA e a Grã-Bretanha querem que suas forças permaneçam sob suas próprias jurisdições.

O Ministério das Relações Exteriores britânico disse que as negociações para uma nova resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) para a transferência de poder no Iraque se encontram “em um estágio muito importante”.

Beale diz que um dos pontos mais polêmicos para essa resolução seria sobre as leis de qual país as tropas que permanecem no Iraque ficariam sujeitas.

Soberania

Dar imunidade aos soldados deve ser controverso, especialmente depois do escândalo de abusos de prisioneiros iraquianos.

“Parece que os governos britânicos e americanos desejam garantias de que os soldados vão permancer sob as suas própria leis e as não iraquianas”, diz Beale.

No momento, as tropas gozam de imunidade por causa de uma lei assinada pela Autoridade Provisória da Coalizão, conhecida como Ordem 17.
As negociações buscam o prolongamento dessa imunidade após a transferência de poder.

Muitos iraquianos, entretanto, acreditam que essa medida pode por em risco a soberania do novo Iraque.

Tortura

O jornal britânico Independent on Sunday traz na sua edição de domingo novas acusações de abuso de prisioneiros por soldados da Grã-Bretanha.

Ele diz que será investigada a acusação de que um regimento britânico realizava a “tortura sistemática de civis iraquianos sob a supervisão de um oficial”.

Cinco iraquianos detidos junto com Baha Mousa, que morreu sob custódia britânica, fizeram relatos detalhados de seu alegado martírio.

Advogados e grupos de direitos civis dizem que os depoimentos mostram que os oficiais estavam administrando os alegados maus tratos como uma técnica de interrogatório.

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