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Últimos soldados espanhóis saem do Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os últimos soldados espanhóis que estavam Iraque entregaram o controle de sua base no sul do país a soldados americanos e cruzaram a fronteira com o Kuwait. A administração espanhola anterior enviou cerca de 1,4 mil soldados ao Iraque, apesar da oposição generalizada da opinião pública na Espanha. Também nesta sexta-feira, um jornalista de uma rádio espanhola que tinha sido capturado por militantes xiitas na cidade de Najaf foi liberado. Em Bagdá, o suposto corpo de refém italiano morto em 14 de abril, Fábio Quattrocchi, foi entregue à Cruz Vermelha Italiana segundo a própria organização. Itália Acredita-se que os assassinos de Quattrocchi ainda estejam mantendo outros três italianos reféns. Eles exigiram a retirada dos 3 mil soldados que a Itália enviou para o Iraque. Enquanto os espanhóis estão voltando para casa, os italianos devem permanecer no país. Na quinta-feira, parlamentares italianos rejeitaram um pedido para a retirada das tropas. Os italianos formam o terceiro maior grupo da coalizão, depois dos EUA e da Grã-Bretanha e o premiê Sílvio Berlusconi vem insistindo que eles vão permanecer no Iraque até que o país possa se auto-governar. Berlusconi tinha dito que uma retirada precipitada teria sido uma ofensa à memória dos que morreram e ao grande trabalho que eles realizaram”. Cerca de 20 soldados italianos morreram no Iraque. Correspondentes dizem que a opinião pública está cada vez mais descontente com o envolvimento militar italiano no Iraque. Uma pesquisa de opinião publicada no jornal La Repubblica, nesta quinta-feira, sugeriu que 59% dos italianos desejam que as tropas do país deixem o Iraque mesmo se a Organização das nações Unidas pedir à Itália que mantenha os soldados no país, após a transferência de poder em junho. Retirada A maior parte dos soldados espanhóis voltou para casa no dia 28 de abril depois de fechar sua maior base, na cidade de Najaf. Os que ficaram para trás não eram combatentes, mas sim funcionários trabalhando na logística da retirada. Em abril, o primeiro-ministro eleito da Espanha, José Luís Rodriguez Zapatero, disse que nenhum soldado espanhol permaneceria no Iraque após o dia 27 de maio. A perda das tropes espanholas foi um golpe para a coalizão. Honduras e a República Dominicana também decidiram retirar seus pequenos contingentes. Cogitou-se a possibilidade de que outros países seguiriam o exemplo e também bateriam em retirada. |
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