|
EUA admitem que outros países possam abandonar Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os Estados Unidos estão prevendo que outras nações da coalizão devão reavaliar sua participação nas forças de segurança no Iraque depois que a Espanha anunciou que pretende retirar suas tropas do país. A assessora para Segurança Nacional dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, disse: "Eu acho que haverá algumas mudanças". O novo primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodriguez Zapatero, disse no domingo que deu ordens para que as tropas do país deixem o Iraque "o mais rápido possível". A Espanha tem hoje 1,3 mil soldados estacionados no Iraque. Mas o administrador americano no país, Paul Bremer, disse que as forças de segurança do Iraque não poderão proteger o país sozinhas depois da transferência de poder para um governo provisório iraquiano no dia 30 de junho. Bremer disse que os recentes ataques de rebeldes mostraram que o Iraque precisa de ajuda para lidar com a contínua ameaça à segurança. Em meados de abril, um batalhão iraquiano se recusou a combater milícias na cidade de Fallujah. O chefe do Estado Maior das Forças Armadas, general Richard Myers, por sua vez, enviou uma mensagem à Síria. Myers disse que a Síria deveria atentar para os riscos que corre ao continuar a permitir que combatentes estrangeiros usem seu território para entrar no Iraque. Principais contingentes estrangeiros no Iraque
'15 dias' O Ministério de Relações Exteriores do Egito divulgou ter recebido uma notificação do ministro espanhol Miguel Angel Moratinos de que as tropas espanholas seriam retiradas em 15 dias, mas fontes militares disseram à correspondente da BBC em Madri Katya Adler que o processo de retirada deverá levar um ou dois meses. Zapatero já tinha deixado claro desde a sua campanha eleitoral que pretendia retirar os soldados se a ONU não assumisse a responsabilidade política e militar da ocupação do Iraque. O primeiro-ministro socialista foi eleito logo depois de uma série de bombas no dia 11 de março que mataram quase 200 pessoas. O anúncio de Zapatero ocorre num momento em que a coalizão liderada pelos Estados Unidos no Iraque enfrenta um foco de resistência em mais uma região. Em combates perto da fronteira da Síria, cinco americanos teriam morrido. Os americanos também enfrentam resistência em Najaf, cidade sagrada dos muçumanos xiitas. Na cidade, reina um cessar-fogo pelo momento, mas, segundo um porta-voz do clérigo xiita radical Moqtada Sadr, há "pouca esperança de que o impasse em torno de Najaf seja resolvido pacificamente". |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||