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Aznar admite falhas às vésperas de ataques em Madri | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-primeiro-ministro da Espanha José María Aznar admitiu que seu governo pode ter tido sua atenção desviada da ameaça representada por militantes islâmicos devido à luta contra o grupo basco ETA. O Partido Popular, de Aznar, foi surpreendentemente derrotado nas eleições espanholas de março poucos dias depois que militantes islâmicos mataram 191 pessoas em ataques contra trens em Madri. Em um livro que está sendo lançado agora, Aznar afirma que seu governo pode ter “baixado a guarda” nos dias que antecederam os atentados de 11 de março. Logo após os ataques, o governo atribuiu a responsabilidae ao ETA, grupo que luta pela independência do País Basco e contra qual Aznar adotou uma política linha-dura. Responsabilidade “A opinião pública na Espanha talvez não estivesse suficientemente consciente, até 11 de março, a respeito do alcance da ameaça do terrorismo islâmico, ou talvez não tanto quanto estava a respeito do terrorismo do ETA”, escreve Aznar. “Se é esse o caso, o governo sem dúvida tem uma responsabilidade a assumir.” “Quem sabe os êxitos obtidos na luta contra o ETA nos últimos anos nos tenham levado a baixar a guarda contra a ameaça fundamentalista.” Durante seu governo, Aznar comandou uma campanha contra os separatistas bascos que resultou na prisão de mais de 150 supostos militantes do ETA pelas polícias da Espanha e da França. O livro Oito Anos de Governo começou a ser escrito há oito meses e contém um epílogo que trata dos acontecimentos de março passado. |
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