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Polícia prende mais quatro suspeitos de ataques em Madri | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A polícia da Espanha prendeu mais quatro suspeitos de envolvimento nos atentados da semana passada, que deixaram mais de 200 mortos em Madri. Outros cinco suspeitos já detidos devem comparecer nesta quinta-feira a um tribunal espanhol em audiência a ser realizada a portas fechadas. Os três marroquinos e dois indianos foram presos no último sábado, em conexão com um telefone celular adaptado para detonar uma bomba que não explodiu. O juiz vai decidir se eles devem ser indiciados imediatamente, detidos por mais tempo para interrogatório ou libertados sob fiança. Al-Qaeda Relatos indicam que as autoridades espanholas suspeitam que pelo menos um dos cinco homens tem ligações com a rede Al-Qaeda e com uma organização militante islâmica no Marrocos. Um dos marroquinos presos é Jamal Zougam, que teria sido identificado por sobreviventes dos atentados a trens madrilenhos. Zougam é dono de uma loja de telefones em Madri. A apresentação dos suspeitos à Justiça ocorre um dia depois que o ministro do Interior da Espanha, Angel Acebes, disse que o inquérito chegou a uma "fase decisiva". Acebes afirmou na quarta-feira que os investigadores estão fazendo progressos, mas não revelou mais informações. Segundo o ministro, uma das áreas investigadas são as "conexões internacionais" dos atentados. O governo do primeiro-ministro José María Aznar também anunciou uma série de medidas de segurança "permanentes" para proteger pontos estratégicos do país. Os marroquinos constituem o mais numeroso grupo de imigrantes da Espanha. Em 2003, havia 333 mil marroquinos no país – 20% de todos os imigrantes com situação legalizada na Espanha. O número de imigrantes em situação ilegal não é conhecido. Milhares cruzam os 13 quilômetros do Estreito de Gibraltar, que separa o Marrocos da Espanha, todos os anos, em botes infláveis ou pequenas embarcações. Em 2003, 24.146 pessoas foram repatriadas para o Marrocos. |
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