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Dando nome aos boys e girls | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Gwynneth Paltrow. Loura, magra, boa atriz e, agora, mãe. De uma maçã. Foi na semana passada, aqui em Londres. Casada com o roqueiro Chris Martin, da banda Coldplay, o talentoso casal aderiu a uma tradição do show biz e, após o parto de uma menina, decidiram que ela se chamaria Apple – a tal maçã. Especula-se se é uma homenagem à fruta ou à antiga gravadora dos Beatles. Depois que o jogador David Beckham e sua senhora, Victoria, decidiram dar o nome de Brooklyn ao filho, já que o mesmo fora concebido no simpático distrito nova-iorquino, trata-se do mais inusitado nesta terra em que, até há alguns tempos, as pessoas nasciam e eram chamadas de John, Mary, Kevin, Cynthia e semelhantes. Vindo do Brasil, onde proliferam os nomes escalafobéticos, eu não deveria estranhar. Nasci, cresci e me criei em meio a Vaginildos, Rocimares, Osmundinas, Robissundos e Elenópidas. Eles não me assustam, nem a mim nem a meus conterrâneos. Achamos tudo isso muito normal, deles compramos nossas águas de coco, confiamos nossos problemas jurídicos e, em muitos casos, neles chegamos mesmo a votar. No entanto, desde que Woody Allen deu ao filho o nome de Satchel, em homenagem a Louis “Satchelmouth” Armstrong, não me lembro de tanta maldade com indefesos recém-nascidos destinados a futuros os mais cruéis. Ou vão querer me dizer que as meninas Pixie, Fifi Trixibelle e Peaches, filhas de Bob “Salvemos o Mundo e Vendamos o Disco” Geldof, serão felizes entre seus semelhantes? Como é que anda a vida de Dweezil e Moon Unit, produtos do roqueiro prafrentex Frank Zappa? Zowie Bowie, filho de David Bowie, responde direitinho à chamada no colégio? E Zak, originado por Ringo Starr, já conseguiu um papel em desenho animado de ficção-científica? Lennon Gallagher, filho de Noel, tem jeito para o roque réndi rol? O filho do homem que tem o destino do planeta em suas mãos graças à força de sua personalidade forjada no aço e caráter temperado nos cravos – e claro que eu me refiro ao Bono, do U2 – chama-se, se esse é o verbo, Elijah Patricius Guggi Q Hewson. Não, não. Dêem-me um Norisberto ou uma Juscelina, que eu não troco por nenhum desses estrangeirismos. |
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